seu conteúdo no nosso portal

STJ nega prisão domiciliar a deputado preso na Navalha

STJ nega prisão domiciliar a deputado preso na Navalha

Brasília - O deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que dava como certa sua prisão domiciliar a partir de hoje, sob custódia da Câmara Distrital, teve sua transferência da carceragem da Polícia Federal suspensa pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e terá que passar o final de semana na cadeia. O deputado foi pego em escutas telefônicas da Operação Navalha, deflagrada ontem pela PF, pedindo propina a uma funcionária da empreiteira Gautama.

Brasília – O deputado distrital Pedro Passos (PMDB), que dava como certa sua prisão domiciliar a partir de hoje, sob custódia da Câmara Distrital, teve sua transferência da carceragem da Polícia Federal suspensa pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e terá que passar o final de semana na cadeia. O deputado foi pego em escutas telefônicas da Operação Navalha, deflagrada ontem pela PF, pedindo propina a uma funcionária da empreiteira Gautama.

O advogado de Passos, Herman Barbosa, foi cedo pela manhã à Superintendência da PF tentar liberar seu cliente, mas não conseguiu. Apesar do despacho original da ministra dizer que Passos ficaria sob a custódia da Câmara Distrital, como estabelece a lei orgânica dos parlamentares, a polícia só concordou em liberá-lo com notificação do STJ, o que Barbosa não conseguiu.

“Fomos até o STJ mas a ministra mudou de idéia. Decidiu que o deputado terá que ficar sob a custódia da PF até que a Câmara aprove a resolução determinando o relaxamento da prisão”, explicou o advogado. “Acho muito estranho essa mudança de idéia da ministra”. Por ser deputado, Passos tem o privilégio de que seus colegas na Câmara possam decidir pelo relaxamento da sua prisão. Mas o projeto de resolução só deverá ser votado na terça-feira.

Transferências

Durante a tarde de hoje, chegaram na Superintendência os últimos presos que faltavam ser transferidos. Entre eles, Henrique Garcia Araújo, administrador de uma fazenda da construtora Gautama, que foi preso ao chegar em São Paulo, vindo dos Estados Unidos. Araújo é acusado de lavar os recursos ilícitos obtidos pela quadrilha usando a fazenda. Apenas um dos procurados pela PF já conseguiu um hábeas corpus. Ulisses César Martins obteve uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não chegou a ser preso. (Lisandra Paraguassú)

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico