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Acusado de matar casal é condenado a 41 anos

Acusado de matar casal é condenado a 41 anos

O desempregado Luiz Eduardo Cirino foi condenado na quinta-feira (31/5) a 41 anos e oito meses de detenção, em regime fechado, por latrocínio (roubo seguido de morte). Ele é acusado de matar o casal de idosos Sebastião Esteves Tavares e Hilda Gonçalves Tavares. O crime aconteceu em novembro do ano passado, no bairro de Perdizes (na zona Oeste da Capital). Cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

O desempregado Luiz Eduardo Cirino foi condenado na quinta-feira (31/5) a 41 anos e oito meses de detenção, em regime fechado, por latrocínio (roubo seguido de morte). Ele é acusado de matar o casal de idosos Sebastião Esteves Tavares e Hilda Gonçalves Tavares. O crime aconteceu em novembro do ano passado, no bairro de Perdizes (na zona Oeste da Capital). Cabe recurso ao Tribunal de Justiça.

A sentença foi proferida pela juíza titular da 30ª Vara Criminal Central, Isaura Cristina Barreira, que negou ao réu o direito de apelar da condenação em liberdade. A defesa sustentou a tese de homicídio e co-autoria, uma vez que havia suspeita do filho do casal, Rogério Gonçalves Tavares, ser o mandante do crime. “O réu não apresentou nenhum motivo que permitisse ao menos suspeitar que tenha ocorrido unicamente crime de homicídio”, afirmou a juíza em sua decisão.

O casal foi encontrado morto a facadas em uma casa na Rua Cayowaá. Um dos filhos do casal, Rogério Gonçalves Tavares, também sofreu ferimentos de faca na nuca. Cirino era vizinho do casal e confessou o crime dois dias após. Antes de se entregar, ele teria conversado com um padre da paróquia.

O réu morava em uma casa construída nos fundos de um terreno na Rua Havaí, perpendicular à Cayowaá. À polícia, Cirino afirmou que não teve a intenção de matar o casal, mas que cometeu o crime para que as vítimas parassem de reagir. A defesa afirmou na época que seu cliente pretendia apenas furtar dinheiro e objetos de valor. Cirino precisava de dinheiro para pagar o IPTU da casa onde morava, segundo o advogado.

O crime

De acordo como o Ministério Público, o réu teria entrada durante a madrugada na casa das vítimas e ficou escondido no quintal. Por volta de 6h, quando Hilda abriu a porta foi surpreendida por Cirino. A idosa gritou e acabou esfaqueada. O marido ouviu o grito, foi ao socorro dela. O rapaz então teria dito ao idoso para ele ficar deitado no chão que nada iria acontecer com ele. Sebastião obedeceu.

Cirino então percebeu que havia mais pessoas na casa e foi até o quarto de Isaura da Purificação, de 93 anos, mãe de Hilda. Novamente Cirino teria dito para ela ficar quieta que não iria acontecer nada.

O funcionário público Rogério Gonçalves Tavares, filho do casal, estava tomando banho. Cirino arrombou a porta do banheiro e, quando percebeu que Rogério iria reagir, deu uma facada no pescoço dele. Ao ouvir o ataque, Sebastião correu para o portão, que estava trancado. Ele então começou a gritar por socorro em direção à rua. Nesse momento Cirino foi até lá e tentou tirá-lo do portão, mas como Sebastião não se soltava, também foi esfaqueado e colocado dentro da casa.

Após matar o casal e ferir Rogério, Cirino fugiu da residência pulando o muro, ao ouvir a chegada do carro da Polícia Militar. Cirino usou uma máscara preta de plástico durante o crime. O vizinho do casal entregou à polícia a roupa usada no dia do crime, além da máscara e da faca.

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