O juiz da Corte Suprema do Chile Urbano Marín ordenou nesta sexta-feira a prisão domiciliar do ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, em resposta a um pedido apresentado pelo Estado peruano.
Marín substitui o colega Orlando Álvarez no julgamento do pedido para a extradição de Alberto Fujimori.
Marín anunciou sua decisão minutos depois de o advogado Alfredo Etcheberry, que representa o Estado peruano no processo para extradição de Fujimori, ter apresentado o pedido de prisão do ex-presidente na secretaria do Supremo chileno.
Ontem, a procuradora da Suprema Corte do Chile, Mónica Maldonado, recomendou a extradição do ex-presidente ao Peru por acusações de peculato e violações aos direitos humanos, informou o tribunal.
Acusações
As acusações de corrupção referem-se especificamente ao crime de peculato. Já as acusações por violações aos diretos humanos o condenam pelos crimes dos casos La Cantuta e Barrios Altos, segundo o informe.
O relatório incluiu, entre outros, os crimes de peculato ou malversação de fundos públicos nos processos denominados pela procuradoria como casos de “escutas telefônicas”, “propinas a Héctor Faisal”, “caso meio de comunicação” e “caso 15 milhões”.
Com relação às violações aos direitos humanos, a procuradora recomendou acolher a extradição por crimes reiterados de homicídio qualificado, lesões graves e desaparecimento forçado de pessoas em Barrios Altos e La Cantuta, destacou o texto.
O relatório da procuradora não é vinculante, mas é uma etapa anterior à sentença em primeira instância que deve ser ditada pelo juiz Orlando Alvarez. Nesta quinta-feira o juiz estava de licença médica e não se pronunciou.