Aeromoças punidas acharam um absurdo e entraram com ação em 2006. Juiz disse que elas conheciam as regras.
Um tribunal da Índia concluiu que a companhia aérea Indian Airlines não fez nada de errado ao afastar, em 2006, aeromoças que tinham engordado enquanto trabalhavam para a empresa.
Várias comissárias de bordo consideradas acima do peso acharam a punição degradante e injusta e entraram com uma ação. A líder do movimento, a aeromoça veterana Sheela Joshi, foi afastada quando chegou nos 69 quilos.
“É a justiça sendo feita, só isso”, disse o assessor Ashok Sharma em nome da Indian Airlines. “São apenas regras e regulamentos que devem ser seguidos.”
A corte considerou que as mulheres foram contratadas com a condição de manterem seu peso dentro de certos limites preestabelecidos. O tal regulamento exige que uma mulher de 1,65 metro de altura acima dos 45 anos mantenha seu peso entre 55 e 64,6 quilos.
“Se é solicitado às aeromoças que lutem contra as saliências de seu corpo e mantenham o nível desejável de peso conforme as normas, não é compreensível que isso seja de alguma forma injusto, irracional e insultante”, declarou o juiz Rekha Sharma em sua decisão. Ele ainda aconselhou as mulheres a tentar perder peso.
Gordurinhas a mais não são as únicas restrições que os funcionários da Indian Airlines enfrentam. Casar-se antes de um prazo determinado em contrato e usar óculos também fazem parte da lista.