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Operação aquarela: acusada diz que repasse a ex-presidente do Banco de Brasília foi de R$ 4 mi

Operação aquarela: acusada diz que repasse a ex-presidente do Banco de Brasília foi de R$ 4 mi

Funcionária da casa de câmbio do doleiro Georges Kammoun, Noelma Ribeiro Xavier refez ontem o depoimento prestado na quinta-feira, depois de sua prisão durante a Operação Aquarela pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Distrito Federal. Acusada de participar de esquema de lavagem de dinheiro e crime contra a administração pública, ela disse inicialmente que entregou cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo nas mãos do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura. Ontem, no entanto, Noelma foi ouvida novamente por policiais civis e promotores de Justiça, que comandam a investigação, e disse que, na verdade, a quantia é bem maior: R$ 4 milhões.

Funcionária da casa de câmbio do doleiro Georges Kammoun, Noelma Ribeiro Xavier refez ontem o depoimento prestado na quinta-feira, depois de sua prisão durante a Operação Aquarela pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Distrito Federal. Acusada de participar de esquema de lavagem de dinheiro e crime contra a administração pública, ela disse inicialmente que entregou cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo nas mãos do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura. Ontem, no entanto, Noelma foi ouvida novamente por policiais civis e promotores de Justiça, que comandam a investigação, e disse que, na verdade, a quantia é bem maior: R$ 4 milhões.

Segundo investigadores, Noelma sustentou que não entendeu a pergunta no dia anterior e limitou a resposta a apenas um mês. Mas a polícia e o Ministério Público queriam saber quanto foi repassado por ela desde o segundo semestre do ano passado até hoje. Foi então que ela retificou o depoimento. Noelma manteve a versão no que se refere à forma como os recursos chegariam ao ex-presidente do BRB. Na noite de ontem, estava prevista uma acareação entre ela e Tarcísio, que nega qualquer participação no suposto esquema de corrupção apontado pela investigação.

Por conta da colaboração na investigação, o Ministério Público pediu o relaxamento da prisão de Noelma, que foi atendido pela Justiça. Em seus dois depoimentos, Noelma afirmou que recebia instruções do chefe, Georges Kammoun, para sacar na boca do caixa os recursos por meio de cartões corporativos do Banco do Brasil, alimentados financeiramente pela organização não-governamental Instituto Caminhar. O Ministério Público acredita que dinheiro desviado de contratos superfaturados mantidos sem licitação entre o BRB e a Associação Nacional dos Bancos (Asbace) ia parar na conta da Caminhar, que supostamente existiria apenas para lavar dinheiro ilícito. Esses recursos seriam usados para abastecer os cartões corporativos distribuídos entre os integrantes do esquema.

Identificação

Como o Banco do Brasil não exigia identificação dos sacadores, a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não conseguiam rastrear a distribuição dos lucros da organização criminosa. Estava, assim, lavado o dinheiro fruto da suposta corrupção, segundo levantamento do Ministério Público. Em seu depoimento, Noelma disse que Kammoun recebia de Tarcísio os cartões com as respectivas senhas e os repassava para ela. Ela, então, sacava o dinheiro e entregava para o ex-presidente do BRB na casa dele. Kammoun também teve a prisão temporária decretada.

Noelma também afirmou que Tarcísio tinha o hábito de trocar mensalmente cerca de US$ 50 mil a US 100 mil — entre R$ 100 mil e R$ 200 mil — na casa de câmbio de Kammoun, onde a polícia e o MP cumpriram mandado de busca e apreensão na quinta-feira. Ao vasculhar o escritório de Tarcísio, na residência dele, os investigadores encontraram vários recibos que comprovariam operações de câmbio.

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