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Renan fica no cargo por falta de acordo em torno de um nome para substituí-lo

Renan fica no cargo por falta de acordo em torno de um nome para substituí-lo

O 'Painel' da Folha (só para assinantes) desta sexta-feira, editado por Renata Lo Prete, informa que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só permanece no cargo pelo fato de ainda não haver acordo em torno de um nome para substituí-lo.

O “Painel” da Folha (só para assinantes) desta sexta-feira, editado por Renata Lo Prete, informa que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só permanece no cargo pelo fato de ainda não haver acordo em torno de um nome para substituí-lo.

Renan é acusado de usar o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o peemedebista tem uma filha.

Segundo o “Painel”, o senador José Sarney (PMDB-AP) diz não querer o cargo, mas aceitaria. O restante do PMDB também quer, além do PT, DEM e PSDB. No entanto, o PT já comanda a Câmara e o PSDB teria de se entender com PMDB e PT.

Relatoria

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Sibá Machado (PT-AC), enfrenta dificuldades para encontrar um senador da base aliada disposto a ocupar a relatoria do processo contra Renan.

O impasse sobre o novo relator teve início depois que o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) deixou o cargo, na última segunda-feira, alegando problemas de saúde. O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) aceitou a função em meio a dificuldades de Sibá para encontrar um substituto, mas ficou apenas poucas horas na função. Salgado entregou na quarta-feira a relatoria depois que o Conselho de Ética adiou, mais uma vez, a votação do relatório no processo contra Renan.

Aliados do presidente do Senado trabalham para que a relatoria seja ocupada por um senador peemedebista, mesmo partido de Renan.

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), se colocou à disposição para relatar o caso e o presidente do conselho não descarta aceitar o nome dele caso ninguém da base aliada se apresente para a relatoria. Sibá ressaltou, no entanto, que como Raupp é suplente da comissão deverá se tornar titular para ocupar o posto.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) também se colocou à disposição do conselho para relatar o processo contra Renan. Suplicy afirmou que não foi sondado por Sibá para a relatoria, apesar do presidente do conselho argumentar que nenhum governista ainda se ofereceu para a função. O senador disse que está pronto para cumprir a tarefa se for necessário.

Apesar de Suplicy integrar a base aliada do governo, no Conselho de Ética ele não é da chamada “tropa de choque” de Renan. O senador petista defende maiores investigações sobre o presidente do Senado depois que a Polícia Federal revelou indícios de irregularidades na prestação de contas da movimentação financeira de Renan.

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