As corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Federal terão acesso às provas e depoimentos colhidos durante as investigações da Operação Oeste. A decisão integra o relaxamento do sigilo, anunciado pela Justiça após a aceitação da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, esta semana.
Com as novas informações, os processos administrativos instaurados para apurar e punir os servidores deverá avançar com mais agilidade. Entre os presos na operação estão quatro agentes federais, um policial federal e dois policiais civis.
A corregedoria da Polícia Civil deverá dar seqüência a investigação contra o delegado João Vicente Camacho Ferrairo. Segundo o delegado seccional de Marília, Roberto Fernandes, ele já estava sob sindicância e, a partir do relaxamento do sigilo, o processo interno ganha novo ritmo.
Conforme antecipou no parecer à denúncia, o juiz federal do caso vai pedir à Seccional de Marília informações sobre boletins de ocorrência registrados pelo delegado Camacho Ferrairo, em dois plantões presididos por ele. Em um dos casos investigado teria havido atuação do advogado Jesus Antonio da Silva.
O delegado Roberto Fernandes afirmou não ter sido comunicado, oficialmente, da abertura do processo à corregedoria e a requisição de boletins de ocorrência. Segundo ele, há disposição absoluta para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível.
Ainda na Polícia Civil, o fim do sigilo tende a dinamizar a sindicância contra o investigador Adagoberto José. Aposentado pela Seccional de Araçatuba, ele pode ter a aposentadoria caçada por ter participado do grupo que vendia informações sobre investigações e instalava grampos ilegais.
A corregedoria da PF, que investiga a conduta de quatro agentes, também deve ter acesso às gravações telefônicas que comprovam os crimes e as demais provas. O material também deve ser encaminhado para sindicância da Polícia Rodoviária Federal, que apura o envolvimento de Ademilson Domingos de Lima na quadrilha.