A misteriosa venda da Conny, de Olavo Calheiros, à Schincariol por R$ 27 milhões desafia lógica empresarial. O que leva uma das maiores indústrias de refrigerantes e cervejas do País a desembolsar R$ 27 milhões para adquirir uma pequena fábrica perdida na Zona da Mata alagoana? O investimento milionário foi feito no ano passado pela Schincariol, num negócio que não deu certo: a empresa comprada é a Conny Indústria e Comércio de Refrigerantes Ltda, localizada em Murici e de propriedade de Olavo Calheiros, deputado federal pelo PMDB alagoano, e sua esposa Ana Werusca.Olavo é irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros.
A venda da Conny à Schincariol foi fechada em maio do ano passado. A fábrica de Olavo Calheiros estava afundada em dívidas e com seu parque industrial parado. A marca não conseguiu se fixar no mercado regional e as vendas eram péssimas. A notícia da negociação com a Schincariol causou surpresa e é, até hoje, um mistério que ninguém conseguia desvendar.
Qual o atrativo que uma fabriqueta de refrigerantes do interior alagoano, com uma participação ínfima, de 0,11% no mercado nordestino, e um passivo de R$ 10 milhões, poderia ter para justificar um investimento desse porte por parte de uma grande indústria?