O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), disse ter ouvido do juiz Roberval Belinati, da 1ª Vara Criminal do Distrito Federal, que há “comprometimento sério” de Gim Argello (PTB-DF), suplente do ex-senador Joaquim Roriz, com o esquema de desvio de R$ 50 milhões do BRB (banco oficial do Distrito Federal), revelado pela Operação Aquarela.
Segundo Tuma, o juiz teria dito a ele que enviará toda a documentação sobre o caso de Argello para o STF (Supremo Tribunal Federal) assim que o suplente do ex-senador Joaquim Roriz tomar posse no Senado.
O Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal suspeitam que Argello tenha sido um dos destinatários da partilha de um cheque de R$ 2,23 milhões que teria sido entregue a Roriz por Nenê Constantino, aponta a reportagem da Folha. Nem Belinati nem Tuma disseram qual seria esse comprometimento.
Denúncias
Ex-deputado distrital, Argello também é acusado de causar um prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara Legislativa do Distrito Federal, além de responder a denúncias de que teria recebido propina.
Segundo reportagem publicada pela Folha, foi divulgado em 2002 um vídeo em que um deputado distrital diz a outro que Argello recebeu 300 lotes em troca de apoio à aprovação de lei que regularizava o condomínio Alto da Boa Vista, em Brasília.
Na Justiça Eleitoral, Argello sofreu uma condenação em 2003 e foi obrigado a pagar multa de R$ 20 mil por propaganda eleitoral irregular.