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Justiça inglesa decide entre religião e interesse público

Justiça inglesa decide entre religião e interesse público

Um juiz inglês decidiu em Londres que o touro Shambo, mantido num mosteiro hindu no País de Gales, não pode ser sacrificado. O animal considerado sagrado pelos hindus, está sob suspeita de ter tuberculose bovina. Segundo o site Findlaw, a decisão abre um precedente na Grã-Bretanha, ao colocar interesses religiosos acima das questões de saúde pública.

Um juiz inglês decidiu nesta segunda-feira (17/7) em Londres que o touro Shambo, mantido num mosteiro hindu no País de Gales, não pode ser sacrificado. O animal considerado sagrado pelos hindus, está sob suspeita de ter tuberculose bovina. Segundo o site Findlaw, a decisão abre um precedente na Grã-Bretanha, ao colocar interesses religiosos acima das questões de saúde pública.

O touro Shambo vive no mosteiro Vale Skanda, a sudoeste do País de Gales. Os monges que o mantém alegam que o diagnóstico de tuberculose era “inconclusivo”, e que sacrificá-lo nessas condições seria uma violação à religião hindu, que venera bois e vacas como animais sagrados.

Mas uma lei da Grã-Bretanha determina que animais suspeitos de tuberculose devem ser sacrificados. A doença é contagiosa e pode ser transmitida para cordeiros, e em casos raros até para seres humanos segundo o Departamenro de Meio Ambiente, Alimento e Negócios Rurais da Grã-Bretanha.

O juiz Gary Hickinbottom, da Alta Corte de Cardiff, no País de Gales, disse que sua decisão se baseia no fato de que animais com suspeita de tuberculose “ainda podem ser curados”.

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