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Presidente da OAB diz que acidente da TAM em Congonhas é uma vergonha

Presidente da OAB diz que acidente da TAM em Congonhas é uma vergonha

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, classificou hoje o acidente com o Airbus da TAM ontem em São Paulo como uma "vergonha que fez explodir a própria credibilidade do sistema aéreo brasileiro". Britto defendeu o "afastamento imediato" de todos os envolvidos na "má gestão do espaço aéreo brasileiro" e sugeriu uma "rigorosa" investigação para apurar as responsabilidades.

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, classificou hoje o acidente com o Airbus da TAM ontem em São Paulo como uma “vergonha que fez explodir a própria credibilidade do sistema aéreo brasileiro”. Britto defendeu o “afastamento imediato” de todos os envolvidos na “má gestão do espaço aéreo brasileiro” e sugeriu uma “rigorosa” investigação para apurar as responsabilidades.

Na avaliação de Britto, o país acompanha sucessivos transtornos nos aeroportos desde o acidente com o Boeing da Gol, em 29 de setembro passado, “sem a contrapartida de qualquer providência concreta por parte das autoridades”. “Isso denuncia a péssima gestão das autoridades do governo responsáveis pelo setor aéreo”, disse o advogado, por meio de nota.

“Constatou que, não obstante, a montanha de dinheiro do contribuinte gasta na reforma de aeroportos em todo o país, em faraônicas obras de fachada, a infra-estrutura de segurança continua precaríssima”, contestou o advogado.

Leia a íntegra da nota de Cezar Britto:

“O que explodiu, em Congonhas, foi não apenas o Airbus da TAM e suas quase 200 vítimas, mas a própria credibilidade do sistema aéreo brasileiro. Recompô-la exige, como premissa inadiável e inapelável, o afastamento imediato de todos aqueles que estão envolvidos na má gestão do espaço aéreo brasileiro. É necessária a imediata instalação de rigorosa investigação para apurar responsabilidades, em todas as instâncias envolvidas.

Há menos de dez meses, o país foi impactado pelo então maior desastre da história de sua aviação civil. A tragédia do Boeing da Gol, em setembro do ano passado, levantou o véu do inferno aéreo em que vivíamos –e ignorávamos.

Desde então, o país presenciou, entre indignado e estupefato, sucessivos transtornos em seus aeroportos, sem a contrapartida de qualquer providência concreta por parte das autoridades.

Constatou o desarranjo na política de pessoal dos controladores de vôo. Constatou que, não obstante a montanha de dinheiro do contribuinte gasta na reforma de aeroportos em todo o país, em faraônicas obras de fachada, a infra-estrutura de segurança continua precaríssima.

Aeroporto não é shopping center. E esse equívoco criminoso, perpetrado com dinheiro público, tornou o ato de viajar uma temeridade, conspirando contra a segurança do cidadão e contra a própria economia e a indústria do turismo.

Não há outra palavra para designar a tragédia de Congonhas: vergonha!

Cezar Britto

Presidente da OAB”

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