Maceió – Corregedoria de Justiça deve acabar com privilégio; transferência de genro também teria sido com “pistolão”. O poder de influência do desembargador aposentado José Fernando Lima Souza (o FernandoTourinho) (foto) do Tribunal de Justiça de Alagoas não se restringiu a pagamentos privilegiados a ele próprio e a um filho que integra o Poder Judiciário, como denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Procuradoria Geral da República.
Encontra-se na Corregedoria de Justiça de Alagoas um pedido de providências referente à remoção “precária” da escrivã judiciária Luciana de Omena Souza, filha de Fernando Tourinho, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas e, mais recentemente, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas.
Luciana conseguiu, um ano depois de assumir o cargo, o benefício de ser transferida da comarca de Major Izidoro, onde era lotada, para a antiga 4ª Vara Criminal da Capital – uma remoção feita ao arrepio da lei. O mais recente favorecimento recebido pela filha de Fernando Tourinho – suspeita-se que escorada na influência do pai – foi ser nomeada para o gabinete da desembargadora Elisabeth Carvalho, onde só foi encontrada na última sexta-feira, no final da manhã.