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Pará: toda sexta-feira é dia de ponto facultativo

Pará: toda sexta-feira é dia de ponto facultativo

O líder da oposição no Pará, deputado José Megale (PSDB), criticou ontem o decreto baixado pela governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, definindo ponto facultativo para todos os servidores públicos do estado nas sextas-feiras de julho, período de férias escolares. “É um absurdo, uma irresponsabilidade. Só hoje (ontem) fui procurado por cinco pessoas que vieram do interior do Pará tratar assuntos de seus interesses em órgãos públicos e encontraram as portas fechadas”, denunciou Megale.

O líder da oposição no Pará, deputado José Megale (PSDB), criticou ontem o decreto baixado pela governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, definindo ponto facultativo para todos os servidores públicos do estado nas sextas-feiras de julho, período de férias escolares. “É um absurdo, uma irresponsabilidade. Só hoje (ontem) fui procurado por cinco pessoas que vieram do interior do Pará tratar assuntos de seus interesses em órgãos públicos e encontraram as portas fechadas”, denunciou Megale.

Segundo ele, a governadora, antes de assinar o decreto, deveria ter estabelecido um escalonamento de pessoal nos órgãos públicos para que os serviços essenciais à população não fossem prejudicados. No começo de agosto, quando os deputados voltarem do recesso, Megale promete fazer um “duro pronunciamento”, para mostrar os “prejuízos” sofridos pela população.

“Está prejudicada a área de saúde, a educação, tudo”, disse o deputado. Ele entende que mesmo a forte tradição do povo paraense de sair para as praias no final de semana não justifica o decreto estabelecendo folga às sextas-feiras. Esse decreto beneficiou 90 mil servidores, mas “penalizou”, acusa o deputado, sete milhões de paraenses.

O deputado Airton Faleiro, líder do PT na Assembléia, argumenta que a governadora não teve nenhuma intenção de prejudicar o povo com seu decreto. “Nós temos em Belém uma coisa que é tradicional e cultural durante o mês de julho, que é as pessoas deixarem a capital rumo às praias e ao refúgio do interior do estado para reabastecer suas energias e depois voltar à rotina de trabalho e estudo”, justificou Faleiro.

Serviços essenciais

Ana Júlia, em conversa com o deputado, teria dito que o decreto era uma forma de “respeitar o hábito” da população, mas com o cuidado de manter os serviços essenciais em funcionamento, para não prejudicar quem ficou na capital. Se os órgãos estavam todos fechados às sextas-feiras, para Faleiro isso precisa ser apurado.

Ponto facultativo, segundo o deputado, não é feriado, mas quem está no comando de um órgão público deveria estabelecer negociação com seus funcionários para garantir o funcionamento da repartição. Se não houve isso, concordou, “será preciso corrigir”.

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