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Deputados do Amapá serão investigados pela PGR

Deputados do Amapá serão investigados pela PGR

Dois deputados do Amapá envolvidos em fraude na compra de medicamentos do estado serão investigados pela Procuradoria-geral da República (PGR). O Ministério Público Federal no Amapá denunciou 24 pessoas com base nos relatórios da Operação Antídoto. De acordo com a assessoria do MP, os deputados Jurandil Juarez (PMDB-AP) e Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) só não foram denunciados também porque têm foro privilegiado.

Dois deputados do Amapá envolvidos em fraude na compra de medicamentos do estado serão investigados pela Procuradoria-geral da República (PGR). O Ministério Público Federal no Amapá denunciou 24 pessoas com base nos relatórios da Operação Antídoto. De acordo com a assessoria do MP, os deputados Jurandil Juarez (PMDB-AP) e Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) só não foram denunciados também porque têm foro privilegiado.

A garantia faz com que eles só possam ser processado pelo Supremo Tribunal Federal. Por isso, o MP amapaense enviou os documentos sobre a participação deles no caso para o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, em Brasília.

Segundo os procuradores do Amapá, investigações deles, da Polícia Federal e da Controladoria-geral da União mostraram que, em 2006 e 2007, empresários do ramo de medicamentos vendiam remédios para o governo estadual sem licitação. Pior, na maioria dos casos, não entregavam todo o produto comprado.

Para isso, diz o MP, contavam com a conivência dos servidores da Secretaria de Saúde, inclusive do então secretário de Saúe, Sebastião Bala, e de Planejamento, Jurandil Juarez. Eram fabricadas notas frias para atestar o recebimento dos remédios.

Os acusados foram denunciados por formação de quadrilha, peculato (desvio de dinheiro público), inserção de dados falsos em sistemas do governo, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa e falsidade ideológica.

Soro com sobrepreço

O deputado Sebastião Bala negou as acusações. Segundo ele, donos da empresa Globo o acusam de facilitar a venda de remédio mediante pagamento de propinas. Ele informa que, quando era Secretário de Saúde, seu secretário-adjunto autorizou a compra de 800 mil frascos de soro da empresa. Porém, Bala teria reduzido o montante para 400 mil frascos.

Ainda assim, auditoria do Ministério da Saúde identificou sobrepreço na venda dos medicamentos. “Mandei bloquear o dinheiro e depois devolver. Como eu teria qualquer tipo de negociata com eles? Que moral eu teria?”, questiona Bala. O deputado afirma que o inquérito não possui nenhum documento que comprove as propinas, nenhuma movimentação financeira e sequer escutas telefônicas que, ao menos, citem o seu nome. De acordo com Bala, R$ 700 mil foram devolvidos pela empresa Globo.

Na sua opinião, o envio da investigação à PGR é “legítimo”, mas é uma “retaliação” dos procuradores do Ministério Público, que serve apenas para constrangê-lo. “Eles não conseguiram achar culpa em mim na Operação Pororoca, que apurou irregularidades em obras num hospital, e agora tentam encontrar alguma coisa. Estão querendo me vasculhar mais”, afirmou Bala ao Congresso em Foco.

A reportagem não obteve retorno do gabinete deputado Jurandil Juarez. (Eduardo Militão)

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