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Infrator: denúncia de irregularidade no aeroporto

Infrator: denúncia de irregularidade no aeroporto

Membros da CPI do Apagão Aéreo no Congresso Nacional deduziram existir um esquema de desvio de recursos arquitetado dentro da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infrator) envolvendo obras de vários aeroportos do país, entre eles o aeroporto Marechal Rondo. Em reunião ontem, em Brasília, a Procuradoria da República no Estado expôs aos parlamentares denúncia de pagamento irregular de R$ 750 mil à empreiteira Triunfo na reforma do aeroporto de Várzea Grande.

Membros da CPI do Apagão Aéreo no Congresso Nacional deduziram existir um esquema de desvio de recursos arquitetado dentro da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infrator) envolvendo obras de vários aeroportos do país, entre eles o aeroporto Marechal Rondo. Em reunião ontem, em Brasília, a Procuradoria da República no Estado expôs aos parlamentares denúncia de pagamento irregular de R$ 750 mil à empreiteira Triunfo na reforma do aeroporto de Várzea Grande.

As denúncias tratam do pagamento sem a efetiva realização total das obras. A Triunfo venceu a licitação para a reforma do terminal, “abocanhando” montante de R$ 16 milhões. O procurador da República em Mato Grosso Marcelas Barbosa Lima confirmou à CPI que a construtora não concluiu o serviço e repassou a execução das obras à empresa Geosolo. Apesar disso, conforme declarou o procurador, a Infraero não aplicou qualquer penalidade aos donos da Triunfo e ainda pagou R$ 750 mil por serviços supostamente prestados.

As suspeitas são investigadas em procedimento administrativo instaurado pela Procuradoria em Mato Grosso em 2005. Em meio às denúncias de corrupção envolvendo o desvio de dinheiro público em vários pontos do país, o Aeroporto Internacional Marechal Rondon também é alvo de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).

Iniciada há três meses, a fiscalização tem como focos o próprio processo de cessão do contrato da obra da Triunfo para a Geosolo e os preços praticados na construção. No total, as obras consumiram R$ 40 milhões na primeira etapa, concluída em julho do ano passado, seis anos após iniciada.

Em sessão ontem no Congresso, procuradores da República expuseram aos parlamentares o panorama de suspeitas de irregularidades em pelo menos sete terminais da aviação comercial no país: Santos Dummont, no Rio, Aeroporto Internacional de Vitória (ES), de Macapá (AP), de Pernambuco, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) e Cumbica, em Guarulhos, o maior aeroporto da América Latina.

Os indícios recaem, de maneira geral, sobre suspeitas de licitações fraudadas para o direcionamento a determinadas construtoras, projetos com pendências e orçamentos sem padrões reais ou controle. O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), declarou ontem que o rol de denúncias leva a crer na existência de uma rede criminosa na Infraero.

Os indícios são reforçados pelo fato de grupo de sete ou oito empreiteiras, de acordo com o senador, serem as vencedoras nas licitações para obras em aeroportos em todo o Brasil. O rol enxuto, segundo o senador, evidencia o suposto beneficiamento em licitações dirigidas, com ‘cartas marcadas’ dentro da Infraero, visto que no país há mais de três mil construtoras.

Em entrevista à Agência Senado, Torres frisou que, graças a investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público, o prejuízo aos cofres públicos não foi maior. O senador destacou que as irregularidades foram constatadas paulatinamente, de maneira isolada, e no andar das apurações deparou-se com problemas padrões envolvendo os aeroportos do país.

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