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MPE quer reconhecimento de abuso de poder político do prefeito de Mauá (SP) em favor da filha

MPE quer reconhecimento de abuso de poder político do prefeito de Mauá (SP) em favor da filha

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo (MPE-SP) interpôs Recurso Ordinário (RO 1467) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reformar decisão do Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP) e reconhecer a prática de abuso de poder político e de autoridade do prefeito de Mauá, Leonel Damo, em favor de sua filha Vanessa Doratioto Damo, eleita deputada estadual em 2006, pelo Partido Verde (PV).

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo (MPE-SP) interpôs Recurso Ordinário (RO 1467) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reformar decisão do Tribunal Regional Eleitoral paulista (TRE-SP) e reconhecer a prática de abuso de poder político e de autoridade do prefeito de Mauá, Leonel Damo, em favor de sua filha Vanessa Doratioto Damo, eleita deputada estadual em 2006, pelo Partido Verde (PV).

A denúncia é no sentido de que o jornal semanal Opinião Popular veiculou matérias divulgando o nome de urna e a plataforma política de Vanessa Damo, então candidata e vereadora no município de Mauá. O jornal tem tiragem de 30 mil exemplares e circula nos municípios de Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

O prefeito Leonel Damo teria, também, coagido funcionários comissionados do município para que trabalhassem na campanha eleitoral da filha, sob pena de exoneração. De acordo com o MPE, uma fita de vídeo foi anexada aos autos onde foi registrada uma das reuniões em que os funcionários de Mauá são coagidos.

O TRE paulista julgou procedente em parte a Ação de Investigação Judicial Eleitoral reconhecendo o uso indevido dos meios de comunicação e a potencialidade lesiva da conduta. Com isso, declarou a inelegibilidade do prefeito e da deputada por três anos. Por outro lado, afirmou não haver provas consistentes de coação dos funcionários comissionados municipais.

Diz o MPE que a coação surtiu efeitos nas urnas, pois Vanessa Damo obteve 34.574 votos na cidade de Mauá. Além disso, “não é difícil imaginar que os funcionários coagidos, eleitores que são, além de trabalhar para a então candidata tenham, ainda, nela votado e solicitado que seus familiares assim agissem”.

O Diário da Justiça Online

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