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Senado aprova indicação do ministro Carlos Alberto Direito para o STF

Senado aprova indicação do ministro Carlos Alberto Direito para o STF

Com 61 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, o Plenário do Senado acaba de aprovar o nome do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Alberto Menezes Direito (foto) para o Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado ontem pelo presidente Lula, ele assumirá a vaga deixada pelo ex-ministro Sepúlveda Pertence, que se aposentou este mês.

Com 61 votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção, o Plenário do Senado acaba de aprovar o nome do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Carlos Alberto Menezes Direito (foto) para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Indicado ontem pelo presidente Lula, ele assumirá a vaga deixada pelo ex-ministro Sepúlveda Pertence, que se aposentou este mês.

Direito foi sabatinado nesta manhã pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que também aprovou a sua indicação.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado aprovou, por 22 votos favoráveis e um branco, o nome de Carlos Alberto Menezes Direito para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a elogios, o nome de Direito, que é ministro no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) há onze anos, foi alvo de apenas dois pontos de críticas. O primeiro foi uma pergunta do senador Jefferson Peres (PDT-AM) sobre uma ação movida no STJ contra a Petrobras, logo no início da carreira do ministro.

Após ser condenada a pagar R$ 3,4 bilhões à empresa Porto Seguro (acionista da Petroquisa) e R$ 691 milhões aos seus advogados, a estatal entrou com um recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A Petrobras perdeu novamente por três votos a dois, sendo que um dos votos contrários foi o de Carlos Direito. O impasse é que o filho do ministro era estagiário de um escritório da Porto Seguro na época. Com essa descoberta, a estatal conseguiu anular o julgamento.

Ao responder à questão do senador Peres, Direito se emocionou e logo depois começou a chorar bastante, comovendo os senadores que passaram a perguntar se ele preferia interromper a sessão. As explicações do ministro sobre o caso do recurso da Petrobras, porém, convenceram os parlamentares de que não havia sido um ato de má fé. O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), comentou que o fato foi mais um “erro de secretaria” do que um ato ilícito.

A outra crítica foi quanto à religiosidade do ministro. Carlos Direito é ligado a segmentos conservadores da Igreja Católica. Por isso, teve que responder a várias questões sobre a legalização do aborto e o uso de células-tronco em pesquisas. Mais uma vez, Direito obteve sucesso em suas respostas. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) comentou que o ministro deixou claro que não vai deixar o seu posicionamento pessoal interferir em seu julgamento.

O consenso pelo nome de Direito ainda foi comentado por vários outros membros da comissão. O senador Heráclito Fortes, que não é interino na CCJ, afirmou que Carlos Direito conseguiu um fato histórico na Casa, “uma trégua entre governo e oposição”. (Camilla Shinoda)

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