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Presidente da Fiesp defende fim da CPMF

Presidente da Fiesp defende fim da CPMF

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Antonio Skaf, defendeu durante o Seminário sobre Política do Comércio Exterior Brasileiro promovido pelo TCU, na última terça, o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Antonio Skaf, defendeu durante o Seminário sobre Política do Comércio Exterior Brasileiro promovido pelo TCU, na última terça, o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele destacou que a contribuição nasceu em 1996 para custear provisoriamente a área da saúde, com alíquota de 0,20%, e hoje, 11 anos depois, a alíquota já é de 0,38% e menos da metade dos recursos vai para a saúde. “A sociedade não quer mais impostos. É injustificável manter a CPMF”, disse.

Skaf defendeu, ainda, reformas estruturais para o País nas áreas tributária, política, previdenciária e trabalhista como forma de garantir o crescimento. “Temos de desburocratizar nosso País, simplificar os processos. Temos que ter uma meta obcecada pelo desenvolvimento e pelo crescimento. Temos, sim, que ter controle de gastos públicos, eliminação de desperdício, segurança jurídica e todas as condições para que o Brasil pegue uma rota de desenvolvimento sustentável a altas taxas.”

Segundo o presidente da Fiesp, o Brasil deve ter relações comerciais com a China, mas com os devidos cuidados, pois 80% do que o país vende para os chineses são matérias-primas, e 80% do que é importado de lá são produtos manufaturados. “Essa não é uma relação ideal”, disse. Lembrou, também, que o governo tem de estar atento a práticas desleais e ilegais de comércio, como o dumping e a pirataria. “80% dos produtos piratas que estão no mercado são importados em grande parte da China”.

Em relação à política comercial brasileira, Paulo Skaf ressaltou que a primeira marca a ser promovida é a do Brasil, depois vem a dos setores produtivos, a das empresas e a dos produtos. “Temos que nos preocupar com a promoção comercial nessa ordem. O Brasil em primeiro lugar, o que não é difícil porque o País é maravilhoso e fácil de ser promovido.” Ele citou como exemplos a moda italiana e os relógios suíços. “É a imagem do país antes da marca”.

Acrescentou, ainda, que deve haver sinergia entre as ações da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que é ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), porque nem sempre houve total entrosamento entre os órgãos. “A experiência de um pode servir para o outro.” Ele destacou, também, a importância da conclusão da Rodada Doha para o setor agrícola brasileiro. Ao final, ele exibiu um vídeo produzido pela Fiesp sobre as vantagens de se investir no Brasil.

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