seu conteúdo no nosso portal

MPF/RN denuncia 30 pessoas envolvidas na Operação Colossus

MPF/RN denuncia 30 pessoas envolvidas na Operação Colossus

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte denunciou à Justiça 30 pessoas acusadas dos crimes de formação de quadrilha, furto mediante fraude, interceptação telemática, violação do sigilo bancário, estelionato e falsificação de documento particular.

A organização criminosa era especializada em utilizar a internet para furtar senhas e falsificar cartões de crédito.

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte denunciou à Justiça 30 pessoas acusadas dos crimes de formação de quadrilha, furto mediante fraude, interceptação telemática, violação do sigilo bancário, estelionato e falsificação de documento particular. Todos eles envolvidos na Operação Colossus, realizada pela Polícia Federal no dia 21 de agosto, nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará e que prendeu 22 duas pessoas.

De acordo com o inquérito da Polícia Federal, a organização criminosa era especializada em utilizar a internet para furtar senhas de correntistas de bancos e falsificar cartões de crédito. Eles atuavam coordenadamente, com diferentes níveis de relacionamento e hierarquia, subordinação, distribuição de tarefas e de lucros.

A fraude consistia na atividade de fazer com as vítimas instalassem nos computadores programas de monitoramento de teclados (Trojan). Quando acessavam as páginas de bancos, o programa registrava dados referentes a agência, conta, e senha dos usuários. Tais informações eram remetidas para um servidor ou caixa de e-mail da organização criminosa.

Os valores subtraídos das contas eram depositados em contas “hospedeiras”. Para sacar os valores, um outro grupo era responsável pela instalação de equipamentos eletrônicos em estabelecimentos comerciais, os chamados “chupa-cabras”, que servem para copiar as informações específicas de cada titular. Com a posse desses dados, os acusados passavam a confecção dos cartões falsos, que eram postados via Sedex e utilizados por integrantes da quadrilha em estabelecimentos comerciais.

Em função da complexidade das operações do grupo, foram ajuizadas duas denúncias que classificam os réus de acordo com o modo de operação. Na primeira delas estão os chamados crackers, quadrilha especializada em furto de dinheiro pela internet (nove réus). A segunda está voltada para as ações dos clonadores de cartões de crédito (21 réus).

As ações penais foram protocoladas na 2ª Vara da Justiça Federal e aguardam decisão judicial quanto ao seu recebimento.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico