Freddy Rincón, ex-jogador colombiano preso em maio pela Interpol, deixou a sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste da capital, na madrugada desta sexta-feira, 14. Ele conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas-corpus para aguardar em liberdade a conclusão do processo de extradição. Rincón é acusado de associação ao tráfico de drogas e foi preso a pedido do governo do Paraná, onde teria cometido o crime.
O ex-jogador, que passou pelo Palmeiras, Santos e Corinthians, se declara inocente. Desde então, Rincón tentava no STF o relaxamento da prisão. Na análise inicial, a presidente do STF, ministra Ellen Gracie, indeferiu o pedido de liminar.
Desta vez, o ministro Gilmar Mendes, que relatou o pedido, decidiu relaxar a prisão, desde que Rincón entregue seu passaporte ao Supremo, permaneça em São Paulo e atenda a todos os chamados das autoridades judiciais.
Dos oito ministros que estavam na sessão, seis aprovaram o relaxamento da prisão preventiva. Como argumento para a liberação de Rincón, os ministros disseram que o ex-jogador não oferece risco à instrução do processo e mora em São Paulo há 13 anos.