seu conteúdo no nosso portal

STF analisará recurso de idosa que alega dano moral contra síndica do prédio em que reside

STF analisará recurso de idosa que alega dano moral contra síndica do prédio em que reside

Por sete votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (13) que vai analisar o recurso de Alany Zanini Marques, com mais de 90 anos, que exige reparação por dano moral supostamente causado pela síndica do prédio em que reside, em Porto Alegre (RS).

Por sete votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (13) que vai analisar o recurso de Alany Zanini Marques, com mais de 90 anos, que exige reparação por dano moral supostamente causado pela síndica do prédio em que reside, em Porto Alegre (RS).

A idosa alega ter explicado à síndica que, na ausência de sua empregada, ficaria incapacitada de levar suas sacolas de lixo até a lixeira, localizada no térreo do edifício. Apesar disso, a síndica teria proibido os funcionários do condomínio de recolher o lixo por conta de deliberação da assembléia dos condôminos atribuindo a tarefa para os moradores do prédio.

A decisão da Corte foi tomada no julgamento de Reclamação (RCL 2826) ajuizada pela idosa em 2004. A maioria dos ministros superou uma questão formal ao concordar com a subida do recurso.

A idosa ingressou, sem sucesso, com uma ação por danos morais na 2ª Turma Recursal de Porto Alegre. Ela diz que essa decisão desconsiderou o seu direito constitucional de, como idosa, “não sofrer vexames, constrangimentos, e ter reconhecidas suas limitações físicas”.

Em seguida, Alany interpôs o recurso extraordinário na Turma Recursal. Esse instrumento jurídico só é julgado pelo STF e serve para contestar decisões de outros tribunais que supostamente ferem a Constituição Federal.

Para chegar ao STF, o recurso extraordinário depende de autorização da instância inferior, mas a 2ª Turma Recursal de Porto Alegre impediu a subida do processo à Corte. Diante disso, a idosa recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que não tem competência para analisar decisões de Turmas Recursais. No caso, o pedido teria de ter sido feito ao STF.

Seguindo decisão do ministro Marco Aurélio, relator da reclamação ajuizada pela idosa, a maioria dos ministros relevou o fato de que Alany fez o pedido de reconsideração de subida do recurso extraordinário ao tribunal errado. Com isso, a idosa conseguiu que a matéria venha a ser analisada no Supremo.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico