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Denúncia contra Walfrido não atrapalha CPMF, diz Chinaglia

Denúncia contra Walfrido não atrapalha CPMF, diz Chinaglia

A nova denúncia contra o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, não vai atrapalhar o governo a aprovar a CPMF no Câmara. A avaliação é do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A nova denúncia contra o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, não vai atrapalhar o governo a aprovar a CPMF no Câmara. A avaliação é do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Inquérito da Polícia Federal que detalha o chamado “mensalão mineiro” – embrião da suposta propina paga a deputados em troca de apoio político no Congresso – envolve Walfrido, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e, de forma indireta, o governador de Minas, o tucano Aécio Neves (veja a íntegra do inquérito).

“Do ponto de vista político, ali há figuras importantes da vida nacional, notadamente da oposição e tem também da base do governo”, disse Chinaglia ontem (17). “Não vejo como isso possa interferir no trabalho da Câmara”, afirmou o petista, que convocou mais sessões plenárias para esta semana, num esforço concentrado para votar a CPMF.

De acordo com investigação da PF que está nas mãos do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, Eduardo Azeredo se beneficiou de um esquema que desviou dinheiro público para custear sua campanha a governador, em Minas, em 1998. “Tratavam-se de fundos públicos desviados das administrações direta e indireta do Estado de Minas Gerais e de valores repassados à coligação eleitoral por empresários, empreiteiros e banqueiros com interesses econômicos junto ao poder público daquela unidade da Federação”, diz o relatório do delegado Luís Flávio Zampronha.

Segundo ele, a “complexa organização criminosa” incluía a atuação de Walfrido, encarregado de definir estimativas de gastos da campanha de Azeredo. Ao comentar um documento produzido por ele, o ministro admitiu o repasse de dinheiro à então candidata ao Senado Júnia Marisa. Ela recebeu R$ 200 mil do empresário Marcos Valério Souza, de acordo com a PF. Também teve o dedo de Walfrido o pagamento de R$ 4,5 milhões ao publicitário Duda Mendonça, valor pago com a ajuda de Valério, relata Zampronha.

A PF diz que uma empresa do ministro, a Samos Participações, cobriu rombos na conta corrente de Valério, após o empresário emitir cheques ao tesoureiro de Azeredo, Cláudio Mourão. O relatório policial informa que a Samos teve movimentação financeira incompatível com a renda declarada à Receita Federal.

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