A primeira parte do relatório da CPI da Crise Aérea, que está sendo apresentado neste momento pelo relator, deputado Marco Maia, aponta a existência de diversos processos no Tribunal de Contas da União (TCU) relativos a supostas irregularidades no uso de recursos públicos por parte da Infraero.
O relator lembra que os processos ainda estão em fase preliminar e que ainda não foram julgados definitivamente. No entanto, um dos problemas detectados com freqüência nos relatórios do tribunal se refere à prática de superfaturamento. “Dados apresentados pela Infraero mostram que, em nove obras realizadas pela empresa nos últimos anos [Corumbá, Fortaleza, Macapá, Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Goiânia Vitória e Brasília], todas as unidades técnicas do TCU consignaram em seus relatórios preliminares de auditorias a ocorrência de indícios de irregularidade grave com paralisação por considerarem presente a prática de sobrepreço nos orçamentos de contratos celebrados por aquela estatal”, registra o relatório.