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MPF/PI denuncia fazendeiro por explorar trabalho escravo em Uruçui

MPF/PI denuncia fazendeiro por explorar trabalho escravo em Uruçui

Ele vai responder também por aliciamento de trabalhadores e frustração de direito trabalhista.

Ele vai responder também por aliciamento de trabalhadores e frustração de direito trabalhista.

O procurador da República no Piauí Tranvanvan Feitosa denunciou à Justiça Federal Lírio Antônio Parisotto, proprietário da Fazenda Chapadão da Estiva, localizada no povoado Nova Santa Rosa, zona rural do município de Uruçui, e Enéas Pedro Bovino, conhecido por Polaco, por aliciamento de trabalhadores, exploração de trabalho escravo e frustração de direito trabalhista. A denúncia tem base em relatório do Grupo Especial de Fiscalização Rural (Gefir), da Delegacia Regional do Trabalho do Piauí, que constatou a existência de contratação irregular de oito trabalhadores para realizarem serviços de queima e catação de raízes para cultivo de soja na Fazenda Chapadão da Estiva.

Os fiscais do Gefir encontraram os trabalhadores em situação de trabalho degradante, alojados em um pequeno barraco de palha que eles mesmos construíram, sem contar com quaisquer condições de higiene ou instalações sanitárias. Os trabalhadores alimentavam-se precariamente e não lhes eram dadas condições mínimas para o preparo das refeições. A água servida era de péssima qualidade, transportada por carro-pipa e armazenada em baldes plásticos, com aspecto amarelado e insuficiente para consumo, sendo usada tanto para beber e cozinhar como para higiene pessoal.

A fiscalização constatou ainda que os trabalhadores tinham uma jornada diária de dez horas de trabalho, incluindo domingos e feriados, e estavam com suas carteiras de trabalho retidas e não assinadas, e com os salários em atraso. O fazendeiro não forneceu equipamento de proteção individual, não disponibilizou serviço de pequenos socorro. Os trabalhadores foram contratados pelo denunciado Polaco em nome do proprietário Lírio Antônio, que mora no Estado do Paraná, sob a promessa de receberem 18 reais pela catação e queima de raízes em cada hectare. Após a fiscalização, o empregador, por meio de procurador, efetuou pagamento das verbas rescisórias de todos os empregados.

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