O juiz Albino Coimbra Neto, titular da 2a Vara Criminal de Três Lagoas, condenou a 26 anos e 8 meses de reclusão, no último dia 10, o réu E.F.de M. acusado no processo 021.06.003602-0, por comandar o tráfico de entorpecentes naquele município, mesmo estando preso no Presídio de Campo Grande, onde cumpre uma pena.
Dr. Albino relata que o que parecia impossível, atualmente está virando rotina. Presos em locais distantes, via telefone, continuam praticando crimes. “Creio que este seja o principal problema da violência urbana. Ora, se mesmo aqueles condenados pela Justiça à prisão continuam de forma natural a cometer crimes. É o fim”, destaca o Juiz.
De acordo com os autos, E.F.de M, de posse de aparelho celular, dava ordens aos demais integrantes da quadrilha e contratava pessoas para transportar as substâncias entorpecentes até a cidade de Três Lagoas (MS). Ele dava ordens aos membros da quadrilha, em Três Lagoas, sobre como e onde negociar as substâncias conhecidas popularmente como “cocaína”, trazidas até a residência de outra acusada J.da S. pelos contratados, depois organizava os depósitos a serem efetuados a fornecedores de entorpecente.