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TST formula proposta para acabar com a greve nos Correios

TST formula proposta para acabar com a greve nos Correios

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura França, voltou a se reunir ontem (20) com representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT).

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura França, voltou a se reunir ontem (20) com representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT). Como instrutor do dissídio, o ministro apresentou proposta para solucionar o impasse e pôr fim à greve da categoria, que já dura uma semana: reajuste de 3,74%, mais abono de R$ 500,00 e aumento linear de R$ 60,00 em janeiro, além da não-reposição dos dias de paralisação desde que as entregas em atraso cheguem ao destino ainda este mês. O prazo para que as partes se manifestem é até hoje (21) às 10h, quando foi designado o prosseguimento da audiência.

Os termos apresentados pelo ministro Moura França são idênticos aos da última proposta feita pela ECT na última quarta-feira (18), após a audiência realizada no TST, e retirada ontem. Na abertura do encontro, o presidente da empresa, Carlos Henrique Almeida Custódio, disse que não pôde vir ao TST porque estava reunido com uma frente parlamentar de defesa dos Correios e com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, para discutir a situação. Dessa reunião surgiram os números da última proposta. “Para nossa surpresa, a proposta não foi acatada pela maioria dos sindicatos”, afirmou. Custódio disse que a empresa “não mediu esforços” para evitar a greve, e que fez concessões além das orientações do DEST (Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, órgão do Ministério do Planejamento encarregado da política salarial das estatais).

Embora elogiando a conduta dos representantes nacionais da FENTECT, o presidente da ECT considerou que o fato de sindicatos importantes, como os do Rio e de São Paulo, terem marcado assembléias para ontem à tarde, em horários posteriores ao da audiência no TST, era um sinal da falta de vontade de prosseguir com as negociações, e retirou todas as propostas feitas até então.

Os dirigentes da FENTECT, por sua vez, disseram ao ministro Moura França que não houve tempo hábil para deliberação das assembléias, já que a reunião com os representantes da empresa, após a audiência no TST, estendeu-se até as 18h da quarta-feira. “O comando é favorável à proposta e o acordo estava perto de ser fechado”, disse o advogado dos trabalhadores, Rodrigo Torelly. “Há a expectativa de que os sindicatos que ainda não fizeram assembléias aprovem o que foi proposto”, garantiu, pedindo, por isso, que a audiência fosse suspensa até a manhã de hoje.

O ministro Moura França voltou a destacar a necessidade de boa-fé de ambas as partes. Adotou, então, os termos da proposta retirada pela ECT e pediu que a empresa avaliasse a possibilidade de aceitá-la, esperando o mesmo dos sindicatos. “A proposta, agora, não é mais da ECT, e sim do TST”, explicou. “Estamos tratando de uma atividade essencial, de um serviço relevantíssimo para a sociedade, e, em nome desse compromisso social, precisamos aparar as arestas da forma menos gravosa possível”. O vice-presidente do TST observou que a federação tem realmente que consultar as bases. “Esta é a estrutura sindical brasileira”, disse.

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