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MP incentiva o combate à pirataria

MP incentiva o combate à pirataria

Mais de 90% das locadoras do Interior do Ceará disponibilizam cópias clandestinas de filmes e jogos eletrônicos. Aproximadamente 51% da água sanitária vendida no mercado nacional é pirateada. Os índices parecem retratar casos isolados, mas convergem na mesma direção: o crime de pirataria.

Mais de 90% das locadoras do Interior do Ceará disponibilizam cópias clandestinas de filmes e jogos eletrônicos. Aproximadamente 51% da água sanitária vendida no mercado nacional é pirateada. Os índices parecem retratar casos isolados, mas convergem na mesma direção: o crime de pirataria, que hoje mobiliza uma verdadeira indústria, cujo faturamento anual supera os US$ 500 bilhões, batendo até mesmo o narcotráfico.

Para tentar barrar a elevação desses índices, a Escola Superior do Ministério Público Estadual e o Fórum Nacional Contra a Pirataria, promoveram ontem, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, o Seminário de Combate a Pirataria, com o objetivo de treinar agentes públicos para reconhecer e agir contra a prática ilegal.

De acordo com a representante do Fórum e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), Maria Eugênia Saldanha, a iniciativa vem acontecendo em diversos estados brasileiros por se tratar de um problema nacional. ´As pessoas precisam saber que cada negócio informal toma o lugar de seis empregos na indústria formal´, declara.

Para Eugênia Saldanha, ainda não existe a consciência que piratear só traz prejuízo a toda a sociedade. ´Perde a indústria porque deixa de vender seu produto, o Governo porque deixa de arrecadar e perde o consumidor, que atraído pelo menor preço, acaba comprando uma mercadoria que não funciona como deveria. O valor inferior é apenas uma vantagem pontual, um barato que sai caro, trazendo conseqüências para toda a economia´.

A representante do Fórum defende a redução da carga tributária para inibir o crescimento da indústria pirata.

O promotor de Justiça Marcos Vinicios Amorim de Albuquerque, alega que a pirataria está tomando proporções preocupantes, na medida em que cresce também a falsificação de remédios, produtos de limpeza e até óculos.

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