Uma força-tarefa prendeu hoje 28 pessoas acusadas de formar uma quadrilha especializada em fraudar benefícios de auxílio-reclusão na Paraíba. A quadrilha atuava em diversos municípios paraibanos e causou um prejuízo de R$ 3 milhões.
Fiscais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), policiais federais e representantes do Ministério Público cumpriram também 33 mandados de busca e apreensão de documentos nas casas e escritórios dos suspeitos.
A “Operação Cárcere”, desencadeada na madrugada de hoje, começou a ser preparada em junho, quando os técnicos verificaram um crescimento anormal no número de auxílio-reclusão na agência da Previdência na cidade paraibana de Catolé do Rocha. Entre 2003 e 2006, foram concedidos 108 benefícios no município de 27 mil habitantes, enquanto em Pombal, outro município da região, com 33 mil habitantes, foram concedidos apenas nove auxílios reclusão. Em João Pessoa, que tem 600 mil habitantes, foram 102 no período.
Entre os 28 presos está o chefe do serviço de benefícios da agência do INSS em Catolé do Rocha e um advogado, suspeito de ser o chefe da quadrilha. Na operação, os policiais prenderam também uma pessoa por porte ilegal de arma. O gerente do INSS em Campina Grande, responsável pelos postos da Previdência naquela região, Francisco Roberto de Souza Marques, informou que vai abrir inquérito administrativo e demitir o servidor preso na operação.
A Força Tarefa descobriu que a quadrilha tinha colaboradores em maternidades que falsificavam a “Declaração de Nascido Vivo” de filhos fictícios de presidiários, previamente aliciados pelo bando. Com esse documento, a quadrilha fazia o registro civil dos supostos filhos e pleiteava o auxílio-reclusão, de acordo Marques.