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Júri popular condena acusado de matar policiais rodoviários federais

Júri popular condena acusado de matar policiais rodoviários federais

Nessa segunda-feira, 1º de outubro, o júri popular realizado na Justiça Federal em Pernambuco condenou José Ednaldo Soares a pena de 14 anos e 7 meses de reclusão. Ele foi condenado por mandar assassinar dois policiais rodoviários federais, em 2002, na BR 101, próximo a Palmares.

Nessa segunda-feira, 1º de outubro, o júri popular realizado na Justiça Federal em Pernambuco condenou José Ednaldo Soares a pena de 14 anos e 7 meses de reclusão. Ele foi condenado por mandar assassinar dois policiais rodoviários federais, em 2002, na BR 101, próximo a Palmares.

De acordo com as provas apresentadas pelo Ministério Público Federal, José Ednaldo Soares foi contratado pelo policial rodoviário federal Agamenon Gonçalves de Lima para executar, junto com Edilson Félix de Oliveira, os policiais rodoviários federais João de Deus Ferreira da Cunha e Manoel Rodrigues Xavier. Apesar da acusação ser contra os dois, Edilson Félix de Oliveira foi absolvido pelo júri.

Segundo as investigações, o mandante do crime, Agamenon, permitia a passagem de caminhões carregados de droga em troca de propina. Quando João de Deus e Manoel Rodrigues descobriram o esquema, permitiram a passagem de um caminhão com maconha e não quiseram dividir o dinheiro com Agamenon. Para se vingar, ele encomendou o crime.

As vítimas foram mortas a tiros, no momento em que faziam patrulha às margens da BR 101. Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, os acusados não realizaram os disparos. José Ednaldo e Edilson Félix teriam contratado uma terceira pessoa, de identidade desconhecida, para atirar nos policiais. Após os disparos, os acusados roubaram as armas dos agentes e fugiram.

Durante o julgamento, o procurador da República Rafael Nogueira mostrou ao júri um capuz encontrado na casa de um dos réus e, ainda, um processo contra Edilson Félix e José Ednaldo, no qual são acusados de homicídio, no município de Água Preta. Para o procurador, o depoimento do alemão Horst Michael Meffert, confidente de José Edilson na carceragem da Polícia Federal, foi peça importante no julgamento. Horst contou os detalhes do crime, confessados por José Edilson durante o tempo em que foram amigos na carceragem.

José Ednaldo Soares foi levado para o presídio de origem, em Igarassu, e ficará em regime fechado. Apesar de todas as acusações feitas pelo MPF, o outro acusado, Edilson Félix de Oliveira, foi absolvido porque, para o júri, não foi reconhecida a autoria dele no crime. Ainda assim, Edilson continua preso, no Aníbal Bruno, devido a mandados de prisão por outros crimes cometidos em Água Preta. O julgamento, que durou cerca de 17 horas, acabou por volta das 2h.

O processo contra o mandante do crime, Agamenon Gonçalves de Lima, ainda está na 4ª Vara Federal esperando julgamento.

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