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Renan é acusado de espionar adversários do PSDB e do DEM

Renan é acusado de espionar adversários do PSDB e do DEM

A revista Veja desta semana denuncia novo escândalo envolvendo o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (foto) (PMDB-AL). Segundo a matéria “O jogo sujo de Renan Calheiros”, dos jornalistas Policarpo Junior e Otávio Cabral, para salvar o mandato, Renan Calheiros usou a tática de constranger e ameaçar colegas com a divulgação de informações supostamente comprometedoras e também de espionagem. Fez isso com dois senadores, Pedro Simon e Jefferson Peres, transformando-os em alvos de boatos. Repetiu a fórmula com os petistas Tião Viana e Ideli Salvatti, aliados fiéis que pensaram em se rebelar contra a permanência dele no cargo e acabaram acuados por denúncias de irregularidades.

A revista Veja desta semana denuncia novo escândalo envolvendo o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (foto) (PMDB-AL). Segundo a matéria “O jogo sujo de Renan Calheiros”, dos jornalistas Policarpo Junior e Otávio Cabral, para salvar o mandato, Renan Calheiros usou a tática de constranger e ameaçar colegas com a divulgação de informações supostamente comprometedoras e também de espionagem. Fez isso com dois senadores, Pedro Simon e Jefferson Peres, transformando-os em alvos de boatos. Repetiu a fórmula com os petistas Tião Viana e Ideli Salvatti, aliados fiéis que pensaram em se rebelar contra a permanência dele no cargo e acabaram acuados por denúncias de irregularidades.

Segundo Veja, às vésperas de enfrentar três outros processos no Conselho de Ética, Renan Calheiros teria sido flagrado espionando senadores. Segundo a publicação, Calheiros montou um grupo de arapongas e advogados para bisbilhotar a vida dos adversários. Na mira estão dois dos principais oponentes do presidente do Congresso: o tucano Marconi Perillo e o democrata Demóstenes Torres. Ambos tiveram a vida privada devassada nos últimos três meses.

De acordo com a revista, os arapongas chegaram a planejar a instalação de câmeras de vídeo em um hangar de táxi aéreo no Aeroporto de Goiânia para filmar os embarques e os desembarques dos parlamentares. O objetivo era tentar flagrar os senadores em alguma atividade ilegal para depois chantageá-los em troca de apoio. O plano só não foi em frente porque o dono do hangar não concordou em participar da operação.

O grupo de espionagem, de acordo com Veja, é comandado pelo ex-senador Francisco Escórcio, amigo, correligionário e assessor direto de Renan. “No dia 24 passado, o assessor se reuniu em Goiânia com os advogados Heli Dourado e Wilson Azevedo. Discutiram uma estratégia para criar uma situação que comprometesse os senadores Perillo e Demóstenes”, relata a revista. Um dos advogados disse que a melhor maneira de constrangê-los era colher imagens deles embarcando em jatos particulares pertencentes a empresários da região. Um dos presentes lembrou que os vôos eram feitos do hangar da empresa Voar, do ex-deputado Pedro Abrão (PMDB).

De acordo com a revista, na mesma noite, Abrão foi convidado a ir a um escritório no centro de Goiânia. Lá, na presença dos advogados, ouviu a proposta de Escórcio. Os dois já se conheciam do Congresso. “Queremos instalar câmeras de vídeo para gravar Perillo e Demóstenes usando seus aviões” E completou: “Quero ver a cara deles depois disso, se eles (os senadores) vão continuar nos incomodando”, narra a revista. Abrão, de acordo com Veja, ficou de estudar a proposta. Depois, preocupado, narrou o encontro a um amigo.

Na semana passada, Demóstenes e Perillo foram procurados por amigos em comum e avisados da trama dos arapongas de Renan. “Essa história é muito grave e, se confirmada, vai ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan Calheiros”, disse Marconi Perillo. Demóstenes Torres disse que vai solicitar uma reunião extraordinária das lideranças do DEM para decidir quais as providências que serão tomadas contra Calheiros. “É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes”, afirma Demóstenes.

Francisco Escórcio foi contratado em novembro do ano passado pelo senador Calheiros como assessor técnico da Presidência. Despacha em uma sala a poucos metros de Renan e ganha um salário de R$9.301. O que ele faz? “Faço o que Renan me mandar fazer”, disse a Veja. Escórcio, o advogado Heli Dourado e seu sócio Wilson Azevedo foram ouvidos simultaneamente sobre o plano para bisbilhotar os senadores. Escórcio afirmou que esteve em Goiânia no dia 24 “para pegar umas fotos”, que se reuniu com o advogado Heli Dourado e “outras pessoas” num escritório e que, por acaso, o empresário Pedro Abrão “apareceu por lá e eu até disse que ele estava bem magrinho”.

Heli Dourado confirma que esteve reunido com Escórcio “para discutir um processo judicial de interesse da família Sarney” e garante que “Pedro Abrão não participou da conversa”. Wilson Azevedo, seu sócio, diz que “esteve com Escórcio há uns dez dias num encontro informal” e que não vê Pedro Abrão “há uns seis anos”. Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião. Renan Calheiros não quis falar, concluiu a publicação.

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