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Ministros do STF divergem sobre decisão de proibir PF de indiciar políticos

Ministros do STF divergem sobre decisão de proibir PF de indiciar políticos

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) divergem sobre a decisão tomada essa semana pela Corte, conforme anunciado pelo Portal Correio Forense, que definiu que a Polícia Federal não tem competência para indiciar parlamentares sem autorização do próprio Supremo ou com um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) divergem sobre a decisão tomada essa semana pela Corte, conforme anunciado pelo Portal Correio Forense, que definiu que a Polícia Federal não tem competência para indiciar parlamentares sem autorização do próprio Supremo ou com um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). A fundamentação para decisão é que os parlamentares têm foro privilegiado.

Para o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, a decisão limita a ação não só da PF como também das demais polícias que atuam em investigações de denúncias e crimes. “Sem dúvida [que isso limita] porque burocratiza o trabalho ao exigir uma autorização”, disse ele. “Isso não atende aos anseios populares.”

Marco Aurélio elogiou a atuação da PF afirmando que sua atuação é transparente. “Nós temos de aplaudir o trabalho feito por nossas polícias numa quadra [área] dificílima e elas têm atuado”, afirmou.

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, pensa de forma diferente. Para ele, a decisão da Suprema Corte colabora com as investigações. “[A decisão] ampliou o raio de autoridades que podem investigar os políticos”, afirmou ele.

Em seguida, Lewandowski disse que: “Foi [uma decisão] muito positiva. A decisão foi bastante auspiciosa pois não limitou [as investigações] apenas ao Ministério Público, mas ampliou para a Polícia Federal e outras polícias”.

Na sessão de ontem, a decisão foi definida a partir do julgamento sobre dois episódios específicos: dos senadores Magno Malta (PR-ES) e Aloizio Mercadante (PT-SP). O plenário do STF anulou o indiciamento dos dois senadores em inquéritos da Polícia Federal.

Em relação a Malta, os ministros julgavam uma questão abordada a partir de investigações realizadas pela PF que o envolviam com a Operação Sanguessuga. A respeito de Mercadante os policiais investigavam seu suposto envolvimento na compra de dossiê que incriminaria candidatos do PSDB na eleição presidencial de 2006. Em abril, o STF determinou, por unanimidade, o arquivamento do inquérito contra o senador.

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