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Ministro acusa Câmara de descumprir acordo para extinção da contribuição sindical

Ministro acusa Câmara de descumprir acordo para extinção da contribuição sindical

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (foto), acusou ontem a Câmara de descumprir acordo ao aprovar emenda à proposta de regulamentação das centrais sindicais que extingue a contribuição sindical obrigatória. Para ele, a iniciativa partiu de parlamentares que querem acabar com o sindicalismo no Brasil. “Pega mal para o parlamento, é muito feio. Em quem acreditar quando a representação do povo não cumpre acordo que se estabelece?”, criticou. Lupi participou de reunião com líderes de seis centrais sindicais em São Paulo. Eles receberam como um golpe a aprovação da emenda pela Câmara na quarta-feira e ontem discutiram como atuar no Senado, que tem 45 dias para votar.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (foto), acusou ontem a Câmara de descumprir acordo ao aprovar emenda à proposta de regulamentação das centrais sindicais que extingue a contribuição sindical obrigatória. Para ele, a iniciativa partiu de parlamentares que querem acabar com o sindicalismo no Brasil. “Pega mal para o parlamento, é muito feio. Em quem acreditar quando a representação do povo não cumpre acordo que se estabelece?”, criticou. Lupi participou de reunião com líderes de seis centrais sindicais em São Paulo. Eles receberam como um golpe a aprovação da emenda pela Câmara na quarta-feira e ontem discutiram como atuar no Senado, que tem 45 dias para votar.

Segundo o ministro, o projeto original foi discutido por anos entre governo, centrais e representantes dos partidos. “Foi aprovado por unanimidade nas comissões de Trabalho, Finanças e de Constituição e Justiça da Câmara. Não vai mudar por vontade de um”, disse, referindo-se ao deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), autor da emenda. As centrais não defendem a contribuição obrigatória. Apóiam a criação de outro modelo de financiamento sindical, o que estava previsto no texto original do projeto. “O objetivo da proposta é, claramente, enfraquecer o movimento sindical”, afirmou o presidente da CUT, Arthur Henrique. Lupi considera “perverso” o sistema proposto. “É como se dissessem: ‘Se mantenham em pé sem alimento’.” Ele acredita que seria o fim dos meios de arrecadação dos sindicatos. O ministro fez comparação com a manutenção da contribuição obrigatória para os fundos patronais. Vem do imposto metade do orçamento do chamado “Sistema S”, que inclui entidades como Sesi, Senai e Sesc. Lupi elogiou o trabalho delas, mas questionou o tratamento diferenciado. “Com eles ninguém mexe. São poderosos.”

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