A diarista acusada de jogar a filha recém-nascida em um córrego no final do mês de setembro foi interrogada pela juíza Maria Luíza Andrade Rangel Pires, no Tribunal do Júri do Fórum de Contagem. A ré assumiu que jogou a criança no córrego próximo à sua casa logo após seu nascimento. No entanto ela negou que tenha agido com intenção de matá-la. O córrego é um dos afluentes do Rio Arrudas.
A acusada confirmou que escondeu a gravidez e que tinha tomado chás para tentar provocar um aborto, no início da gestação, por orientação de colegas. Ela disse que também havia tomados remédios em mais uma tentativa de se livrar da criança, na véspera do nascimento da criança. Chorando durante todo o interrogatório, a diarista disse que a criança, ao nascer não chorou e parecia estar morta. Por isso, resolveu jogá-la no córrego.
Ela afirmou que teve medo da reação da família e do ex-namorado ao saberem da gravidez e por isso, fez tudo sozinha, sem contar para ninguém.
Terminada a audiência, a diarista foi novamente levada para a Penitenciária Estevão Pinto, onde permanecerá presa em cela individual.
Agora o processo, que está na fase de instrução, vai para o defensor público para elaboração da defesa no prazo de 6 dias. Em seguida, a juíza marcará a audiência de instrução, na qual serão ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa.
Após essa fase, acusação e defesa apresentam as alegações finais. E a juíza decide se a diarista vai ou não a júri popular.