Caso seja condenado, Harry pode receber uma multa de até US$10 mil e seis meses de prisão
A Procuradoria Geral da Coroa analisa a possibilidade de processar o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, por ter supostamente matado na Grã-Bretanha duas aves em risco de extinção.
A polícia de Norfolk entregou sua investigação aos procuradores após ter interrogado Harry, de 23 anos, e outras duas pessoas.
O neto da rainha Elizabeth II, que na quarta-feira passada foi fotografado caçando com um amigo nos campos do palácio de Sandringham (centro da Inglaterra), foi interrogado pelos agentes policiais após terem sido encontradas duas aves da espécie tartaranhão-azulado (Circus cyaneus) mortas na região.
Essas aves estão em perigo de extinção na Grã-Bretanha, onde restam apenas quarenta exemplares da espécie. A Sociedade de Proteção de Aves (RSPB), cuja madrinha é a rainha, expressou “consternação e horror” pelo ato.
Fontes próximas a Harry disseram que o príncipe estava caçando com um amigo no dia em que os pássaros foram encontrados mortos. No entanto, a Clarence House (a residência Real de Harry) negou qualquer ligação do ato com o filho mais novo do príncipe Charles. Caso seja condenado, Harry pode receber uma multa de até US$10 mil e seis meses de prisão.
Por sua vez, um britânico que se encontrava na reserva de Dersingham Bog declarou que costuma ver Harry e o irmão, o príncipe William, caçando na região. Após a polêmica, o porta-voz da Clarence House se encarregou de distanciar Harry e o amigo do ocorrido. “Eles não têm conhecimento do suposto incidente”, disse o porta-voz real.