O senador Sergio Guerra (PSDB-PE) afirmou, nesta terça-feira, 6, que o PSDB não aceitou as propostas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião nesta manhã, para aprovar a prorrogação da CPMF. “Não aceitamos. Não foram suficientes”, disse ao chegar ao Senado. Guerra informou que a bancada irá discutir o assunto em reunião nesta tarde.
O líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio, disse que o governo propôs isentar de CPMF quem ganha até R$ 4.340,00. Acima deste valor, segundo o líder, haveria um redutor de R$ 214,00 por ano. O líder, no entanto, disse que o impasse envolvendo a reforma tributária e novas desonerações faz com que o PSDB considere que a proposta ainda é insuficiente para “comover” o partido.
Segundo ele, o PSDB quer a redução dos gastos públicos e da carga tributária. “Para quem vai receber R$ 160 bilhões de CPMF nos próximos anos, o governo está desonerando muito pouco”, disse Virgílio. Ele afirmou que o PSDB acredita que o governo pode melhorar a proposta. O líder contou que, segundo a apresentação feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, encerrada há pouco, a desoneração seria de R$ 2 bilhões. “Atinge uma faixa ampla de contribuintes, mas é ínfima pelo que o governo pode fazer”, afirmou Virgílio. “Ou o governo melhora a proposta, ou ele se contenta com o voto contra do PSDB.”
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), também participou da reunião e considerou “insuficiente” a proposta. “Consideramos que houve um avanço, mas ainda é insuficiente. De cara, ficou declarado que é insuficiente”, afirmou o senador. Segundo Tasso, o governo precisa apresentar uma proposta de desoneração maior da CPMF e crescente ao longo do tempo. Ele evitou marcar uma data para a resposta do PSDB ao ministro Mantega.
“A proposta é complexa, não dá para dar uma resposta em cima da perna”, disse o senador. Segundo ele, a área técnica do partido vai avaliar as propostas e os cálculos de desoneração tributária apresentados pelo governo. Ele disse que o governo calcula em cerca de R$ 4 bilhões a desoneração tributária embutida no conjunto das propostas, sendo que desse total R$ 2 bilhões se referem à medida de isenção da CPMF para quem ganha até R$ 4.340 e um abatimento de R$ 214 para quem receber acima desse valor. Jereissati disse que o ministro Guido Mantega está disposto a ouvir uma contraproposta do PSDB.