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Justiça determina despejo de famílias sem-terra do MLST da Fazenda Humaitá

Justiça determina despejo de famílias sem-terra do MLST da Fazenda Humaitá

Cerca de 120 famílias de trabalhadores sem-terra do MLST estão aguardando nesta manhã a presença de força policial e do Centro de Gerenciamento de Crise – PM/AL que pretendem cumprir o mandado de reintegração de posse proferido pela Justiça Estadual, que determinou a retirada dos sem-terra da Fazenda Humaitá, localizada em Coqueiro Seco-AL.

Cerca de 120 famílias de trabalhadores sem-terra do MLST estão aguardando nesta manhã a presença de força policial e do Centro de Gerenciamento de Crise – PM/AL que pretendem cumprir o mandado de reintegração de posse proferido pela Justiça Estadual, que determinou a retirada dos sem-terra da Fazenda Humaitá, localizada em Coqueiro Seco-AL.

Na propriedade, que pertence à CINAL e foi cedida para o Cinturão Verde da Braskem, dentro do projeto de preservação ambiental, está sendo investigada pela polícia como local de desmanche de carros, de desovas e de outras ações criminosas por parte de bandidos que atuavam nessa propriedade rural, além do desmatamento da Mata Atlântica.

Segundo os trabalhadores rurais, desde a chegada das famílias do MLST, essas ações criminosas não mais têm ocorrido na Fazenda Humaitá, uma vez que a presença do acampamento estaria coibindo a ação dos bandidos.

Em nota oficial divulgada na imprensa, o MLST afirma que o “Estado de Alagoas tem sido palco de conflitos no campo, causado pela concentração de terras nas mãos do latifúndio e dos usineiros. Essa situação vivenciada pelas famílias acampadas na Fazenda Humaitá não pode ser vista como uma questão de polícia e nem pode ser entendida apenas sob a ótica legalista do Judiciário, acima de tudo, trata-se de uma grave situação social que deve ser resolvida para que não ocorra um desfecho violento no campo.”

A Coordenação Estadual do MLST declarou que não retrocederá na defesa dos trabalhadores sem-terra e exige do Incra e do Governo do Estado de Alagoas a imediata destinação dessa propriedade rural para o assentamento de Famílias no Programa de Reforma Agrária.

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