Em uma ação conjunta entre o Ministério Público do Trabalho, a Delegacia Regional do Trabalho, a Brigada Militar e a Polícia Federal, foram encontrados aproximadamente 30 trabalhadores – entre mulheres, crianças e estrangeiros em situação irregular no País -, trabalhando em regime de escravidão nas localidades de Umbú e Areal, a 70 quilômetros da cidade de Cacequi, região central do Rio Grande do Sul.
Os trabalhadores, em sua maioria do Mato Grosso e de Alegrete (RS), trabalhavam na extração de madeira para sustentação de trilhos, e estavam há 11 meses na região vivendo em condições de miserabilidade, sem utilizar uniformes para proteção nem equipamentos de segurança.
Além disso, o grupo tomava banho e consumia água de um local contaminado. A operação resgatou os trabalhadores, que estão sob o amparo do Ministério do Trabalho mas, por enquanto, o nome da empresa e dos empregadores serão preservados com o intuito de viabilizar a negociação dos pagamentos que os trabalhadores têm direito.
As instituições estão trabalhando com o objetivo de fazer com que os escravizados recebam os valores e sejam encaminhados para as localidades de origem.
De acordo com o procurador do Trabalho Evandro Brizzi, a ação faz parte de uma atuação nacional que é uma das metas institucionais do MPT, que é a erradicação do trabalho escravo, e outras operações desse porte poderão ser realizadas.
“Ao contrário do que se pensa, situações dessa natureza não são incomuns no Rio Grande do Sul, o que ocorre é que são de difícil constatação pela posição geográfica e pelo desconhecimento dos trabalhadores em relação aos seus direitos”, afirmou Brizzi.