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Comerciante irá a júri popular hoje

Comerciante irá a júri popular hoje

O comerciante João Batista Machado Portela será julgado hoje, a partir das 9 horas, no Fórum Clóvis Beviláqua, por envolvimento na execução da adolescente Ana Bruna de Queiroz Braga, então principal testemunha do assassinato do também comerciante Valter Portela, irmão do acusado.

O comerciante João Batista Machado Portela será julgado hoje, a partir das 9 horas, no Fórum Clóvis Beviláqua, por envolvimento na execução da adolescente Ana Bruna de Queiroz Braga, então principal testemunha do assassinato do também comerciante Valter Portela, irmão do acusado. O tribunal será presidido pelo juiz da 5ª Vara do Júri, Jucid Peixoto do Amaral, que no último dia 29 sentenciou a 13 anos de prisão o pistoleiro José Veridiano Fernandes Nogueira e os policiais militares Raimundo Nonato Soares Pereira e José Eudázio Nascimento de Sousa pelo mesmo crime.

Ana Bruna de Queiroz Braga, 17 anos, foi executada a tiros, no último dia 13 de abril, na Aerolândia, horas após ter prestado declarações a promotores de Justiça. Ela passou a ser a principal testemunha do assassinato do comerciante Valter Portela (1º de março, no bairro Siqueira), depois que revelou que o então companheiro Ademir Mendes de Paula (morto a tiros no dia 8 de abril, no Loteamento Alvoredo) seria o pistoleiro que executou Valter Portela. Em seus depoimentos, a adolescente apontou João Portela como o mandante do crime do próprio irmão, por causa de uma dívida financeira. Ana Bruna também revelou à Polícia e ao Ministério Público todos os envolvidos na execução do comerciante.

João Portela teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, no fim de abril, e, duas semanas depois, foi detido na periferia de Teresina (PI). De acordo com o decreto de prisão preventiva, assinado pelo juiz Jucid Peixoto, João Batista Portela teria contratado o cabo Raimundo Nonato Ferreira para arregimentar os envolvidos no assassinato de Valter Portela. O mesmo teria acontecido na execução da adolescente.

Em todos os depoimentos prestados à Justiça, o comerciante João Portela negou que tivesse mandado executar o irmão, como também a adolescente. Disse que teria um bom relacionamento com Valter Portela e assegurou que a dívida financeira que teria com a vítima não chegaria a nenhum valor exorbitante.

O julgamento de João Portela praticamente encerra o caso Ana Bruna. A única pendência fica por conta da acusação do delegado Roberto de Castro, que foi pronunciado pelo juiz Jucid Peixoto do Amaral, diante de uma provável relação com João Portela e por vazamento de informações. A defesa do delegado recorreu da sentença de pronúncia, no Tribunal de Justiça.

Já o caso Valter Portela, que depois deu origem ao caso Ana Bruna, sequer iniciou as apurações. O promotor de Maracanaú (área onde o crime aconteceu), Jarlan Botelho, remeteu o processo para a 5ª Vara do Júri. Como o caso deve ser apurado na área onde ocorreu, o promotor da 5ª Vara, Alcides Jorge Evangelista, suscitou conflito. A decisão recai agora para os desembargadores.

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