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Começa julgamento de vigia que serrou empresária em Botafogo

Começa julgamento de vigia que serrou empresária em Botafogo

Começou ontem (dia 27 de novembro), por volta das 13h30, no 3º Tribunal do Júri, o julgamento do vigia Juarez José de Souza, acusado de matar e serrar a empresária Edna Tosta Gadelha Souza, em 28 de agosto de 2006, numa clínica veterinária, em Botafogo, Zona Sul do Rio.

Começou ontem (dia 27 de novembro), por volta das 13h30, no 3º Tribunal do Júri, o julgamento do vigia Juarez José de Souza, acusado de matar e serrar a empresária Edna Tosta Gadelha Souza, em 28 de agosto de 2006, numa clínica veterinária, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O motivo, segundo o MP, teria sido vingança por causa de discussão devido a uma vaga de garagem. Quem está presidindo o júri popular é o juiz Sidney Rosa da Silva. O corpo de jurados é composto por sete mulheres. O julgamento pode terminar ainda nesta terça-feira.

Durante o interrogatório, o acusado disse que trabalhava na clínica veterinária há cerca de dois anos e afirmou serem verdadeiros os fatos narrados na denúncia. Ele confessou o crime e disse que “na hora surtou”, só se lembrando dos fatos depois. Afirmou também que o teria feito porque se sentia ameaçado pela vítima, após discussão com ela – que o havia chamado de “magrinho”. O réu, porém, falou que não colocou o corpo de Edna em seis sacos, e, sim, em dois e depois os distribuiu em duas lixeiras. Um catador de lixo teria encontrado, no início da noite, as pernas da empresária, sua bolsa e documentos, na altura do número 667 da Rua Sorocaba, e a parte superior do corpo na Rua São Clemente, próximo ao 2º Batalhão de Policia Militar.

Juarez comentou ainda que ficou temeroso quando Edna tocou a campainha da clínica veterinária. Ele a reconheceu como a mulher da discussão e afirmou que não sabia se ela teria ido até lá para lhe pedir desculpas ou se estava armada. Num dado momento, pegou um pedaço de mármore e o bateu na cabeça dela, fazendo-a desmaiar. Depois, levou a vítima para um outro cômodo e lhe cortou a garganta, esquartejando seu corpo com um serrote.

Em seguida, o juiz fez a leitura do processo e foram ouvidas duas testemunhas: a filha da vítima, Roberta Tosta Gadelha Souza, e o marido, Marco Aurélio Gadelha Souza. A primeira disse que no dia do crime, havia combinado com a mãe que ela a levaria até o aeroporto, já que viajaria para Buenos Aires. Achou muito estranho não estar conseguindo falar com Edna e o telefone dela estar fora da área de cobertura o tempo todo. Insistiu inúmeras vezes, chegando, inclusive, a ir até a casa de festas de propriedade da vítima, também em Botafogo. Ligou também para o pai, que tentou localizar Edna, pedindo, inclusive, que um funcionário do estabelecimento fosse até a clínica veterinária saber se a mãe havia passado por lá, já que estava pensando em alugar o local para a filha trabalhar como dentista.

A filha disse que seguiu, então, muito preocupada para o aeroporto internacional para não perder o vôo. Ela disse, no entanto, que ficou ligando sem parar para outras pessoas conhecidas a fim de localizar a vítima, não imaginando que o pior pudesse ter acontecido com Edna. Ficou sabendo da morte da mãe em Buenos Aires, no hotel onde estava hospedada, pelo pai de seu namorado.

Foi ouvido também o marido de Edna, Marco Aurélio Gadelha Souza, que contou ter ido à casa de festas procurar por ela, depois ao IML e hospitais. Ligou também para a divisão anti-seqüestro por achar que a mulher havia sido seqüestrada. Um policial ligou depois para ele, dizendo que tinha acontecido algo horrível e pedindo que fosse até Botafogo, quando ficou sabendo do crime. Lá viu a bolsa da mulher e os pés, os reconhecendo.

Após a inquirição das testemunhas, começaram os debates. O representante do Ministério Público, o promotor de Justiça Marcelo Monteiro, está falando no momento. Após, será a vez da defesa do réu, que está sendo feita pela defensora pública Enedir Santos.

Juarez está incurso no artigo 121, parágrafo 2º (homicídio qualificado), incisos I, III e IV (por motivo torpe, meio cruel e que tornou impossível a defesa da vítima) e artigo 211 (ocultação de cadáver), c/artigo 69 (dois ou mais crimes), todos do Código Penal. Ele pode pegar, pelo homicídio, pena de 12 a 30 anos e pela ocultação, de um a três. Ele falou ao juiz que responde também pelo crime de roubo em cinco processos e foi condenado em outros dois.

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