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CPI do Sistema Carcerário vem ao STF propor mutirão em favor de presidiárias

CPI do Sistema Carcerário vem ao STF propor mutirão em favor de presidiárias

Deputados federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário estiveram na tarde do dia 5 com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie.

Deputados federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário estiveram na tarde do dia 5 com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie. A subrelatora da CPI para a situação dos presídios femininos, deputada Cida Diogo (PT/RJ), disse que veio propor ao Poder Judiciário que se integre à idéia de um projeto-piloto com o propósito de fazer “uma espécie de mutirão voltado para melhorar a situação da população carcerária feminina”, explicou a deputada.

Além de Cida Diogo, estiveram no Supremo o terceiro vice-presidente e o relator da CPI, deputados Luiz Carlos Busato (PTB/RS) e Domingos Dutra (PT/MA), respectivamente, além das deputadas Iriny Lopes (PT/ES) e Jusmari Oliveira (PR/BA).

De acordo com a deputada, a ministra Ellen Gracie deixou claro, desde o início do encontro, que o Judiciário está bastante atento à questão. Segundo Cida, a integração do Judiciário nesse projeto-piloto vai colaborar muito, no sentido de tornar os processos mais céleres e reduzir a população carcerária no país. O mutirão, voltado para essa população carcerária feminina – que hoje corresponde a cerca de 30 mil mulheres – vai permitir que se reduza essa população. Com isso, explicou a deputada, será possível que se estabeleçam ações objetivas de apoio, como assistência jurídica na defensoria, fazendo com que os processos e os juízes locais possam ter uma atenção diferenciada para essa situação.

“Com a participação do Judiciário poderemos, ainda, ter as defensorias públicas nos estados funcionando, prestando assessoria jurídica a esses detentos, e trabalhando no sentido de fazer com que as instalações dos presídios sejam mais dignas”, frisou Cida Diogo.

Caso da menor presa no Pará

O deputado Domingos Dutra, relator da CPI, lembrou que a situação carcerária no Pará – onde o caso da menina de 15 anos presa em uma mesma cela com 20 homens chamou a atenção da mídia há alguns dias – é idêntica à dos demais estados: “superlotação, falta de assistência jurídica e corrupção”, frisou o deputado. Ele ressaltou que a diferença no caso específico do Pará é uma quantidade muito grande de mulheres encarceradas com homens.

Para o relator, foi o caso da menina no Pará que levou a CPI da Situação Carcerária a ter mais visibilidade. “É que a sociedade está prestando mais atenção à situação dos presos, e novos fatos estão surgindo, tanto com mulheres quanto no caso de Santa Catarina, de presos acorrentados como animais no pátio de uma delegacia. Portanto, a situação carcerária no Brasil, no geral, é gravíssima”. Dutra disse entender que a principal causa dessa crise é o desprezo que o Estado dá aos presos.

“Como nós não temos prisão perpétua no Brasil e nem pena de morte, todo preso um dia terá que sair. Se ele não for ressocializado, se sair pior do que entrou, ele vai voltar para a cadeia, porque ele vai praticar novos crimes, mais graves, com um custo social, econômico e de vida muito mais oneroso do que se o Estado cumprisse sua obrigação, que é de ressocializar aquele que, por qualquer motivo, praticou algum delito”, concluiu Domingos Dutra.

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