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Justiça condena porteiro por morte de arquiteta em SP

Justiça condena porteiro por morte de arquiteta em SP

O porteiro Jadson José dos Santos foi condenado nesta quinta-feira a 33 anos de prisão pela morte da arquiteta Jamile de Castro Nascimento, 24, ocorrida em julho, na zona sul de São Paulo.

O porteiro Jadson José dos Santos foi condenado nesta quinta-feira a 33 anos de prisão pela morte da arquiteta Jamile de Castro Nascimento, 24, ocorrida em julho, na zona sul de São Paulo.

Segundo a decisão do juiz Klaus Marrouelli Arroyo, da 23ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, Santos deverá cumprir a pena em regime fechado, sem o direito de recorrer da sentença em liberdade.

O corpo da arquiteta, que havia desaparecido no dia 17 de julho, foi encontrado em 14 de agosto na fossa do prédio onde Santos trabalhava, na Vila Mariana. Ela havia ido ao local para avaliar um imóvel.

A polícia afirma que o suspeito observou Jamile quando ela entrou no prédio. Ao voltar, a arquiteta foi abordada por Santos, que pediu que ela preenchesse um papel. Quando ela se aproximou para atender o pedido, foi atingida com uma pancada na cabeça.

O laudo do IML indicou como causa da morte um traumatismo no crânio. Não há indícios de que chegou a haver resistência. Após o golpe, Santos colocou o corpo de Jamile na fossa, que integra o sistema de esgoto do prédio e possui 2,5 m de profundidade. Na ocasião, a polícia disse que o objetivo do acusado seria ganhar tempo e gastar o dinheiro da vítima.

Jadson confessou a morte da arquiteta, de acordo com a polícia, um dia depois da localização do corpo. Ele respondeu por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver, conforme informações do TJ (Tribunal de Justiça).

Investigação

No dia seguinte ao desaparecimento da arquiteta, a DAS (Divisão Anti-Seqüestro) descobriu que um cartão de crédito de Jamile havia sido usado para comprar dois celulares em uma loja que fica na zona leste da cidade. Os investigadores, então, procuraram a vendedora e pediram que ela entrasse em contato com o comprador dos telefones pedindo para trocá-los por causa de um defeito.

O porteiro foi preso ao retornar à loja com o carro de Jamile –um Palio–, os cartões e os documentos dela.

Em seus primeiros depoimentos, Santos afirmou à polícia que recebeu de criminosos o carro e os cartões de Jamile. Ele também é acusado de envolvimento em seqüestros relâmpagos.

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