Líderes de oposição ameaçam retaliar o Planalto em reação ao pacote de aumento de impostos anunciado na quarta-feira (2).
O governo decretou aumento de 0,38 ponto porcentual em todas as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidentes nas operações de crédito e de câmbio e elevou de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro.
“Faremos o possível para derrotar o aumento da CSLL dos bancos, que será repassada ao usuário e vai travar o crescimento”, avisou o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). O aumento da CSLL, por medida provisória, precisa ser aprovado pelo Congresso.
‘Vingança’
Em entrevista à Agência Senado na quinta-feira (3), o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) disse que não pode haver oposição “por vingança”, mas previu dificuldades para o governo.
“O anúncio do pacote pode custar caro para o governo, já que, por não ter maioria estável (entre os parlamentares), precisa se enveredar pelo entendimento caso queira aprovar projetos importantes já anunciados e mesmo o Orçamento (Geral da União) – explicou Garibaldi.
Opinião pública
As mudanças devem render cerca de R$ 10 bilhões e visam compensar parte da perda de R$ 40 bilhões com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Agripino insiste que haverá ampla mobilização da opinião pública para derrubar o pacote. “O problema hoje é que o diálogo entre oposição e governo está fraturado pela palavra empenhada e quebrada do presidente Lula”, argumenta o líder.
“O DEM vai trabalhar duramente para não vender barato ao governo a conquista da sociedade de acabar com a CPMF.” As informações são do jornal “O Estado de S.Paulo”.