Os trabalhadores e as camadas mais pobres da população continuam sendo um dos principais contribuintes da Receita Federal, mesmo com a queda da CPMF. Isso porque, embora o Senado tenha decido pelo fim do chamado imposto do cheque, o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) vai incidir indiretamente sobre as pessoas físicas que respondem por 35% da concessão de crédito no país.
Segundo estudo realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o aumento do imposto limitou-se praticamente às operações de crédito, embora seja um tributo que incida também sobre os detentores de aplicações financeiras. Estes inclusive, nos últimos anos, já foram beneficiados pelas elevadas taxas de juros e não foram penalizados no pacote tributário anunciado no início do ano. Já as empresas respondem pelos demais 65% de todo o crédito concedido no Brasil.