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Ministra pode ter cometido crime no uso do cartão corporativo, diz presidente da Comissão de Ética

Ministra pode ter cometido crime no uso do cartão corporativo, diz presidente da Comissão de Ética

O presidente da Comissão de Ética Pública, Marcílio Marques Moreira, do governo federal afirmou nesta segunda-feira que há "indício de crime" no fato de a ministra da Secretaria de Igualdade Racial, Matilde Ribeiro (foto), ter usado o cartão corporativo para realizar compras pessoais.

O presidente da Comissão de Ética Pública, Marcílio Marques Moreira, do governo federal afirmou nesta segunda-feira que há “indício de crime” no fato de a ministra da Secretaria de Igualdade Racial, Matilde Ribeiro (foto), ter usado o cartão corporativo para realizar compras pessoais.

A questão foi encaminhada pela Comissão para a Controladoria Geral da União (CGU) para averiguar se existe ilegalidade. Moreira afirmou que o caso foi encaminhado a outra instância por não ser exclusivamente ético. “Se a CGU achar que não tem implicação legal, a questão volta para que analisemos a questão ética”.

Matilde utilizou o cartão corporativo para fazer compras de R$ 461,16 em um free-shop em outubro do ano passado. Ela devolveu o dinheiro apenas três meses depois. Questionado se recomendaria algum funcionário público utilizar o cartão para compras pessoais, Moreira adiantou seu pensamento sobre o caso. “Evidentemente que não”.

O presidente da Comissão de Ética disse que irá dialogar com a CGU para a implementação de regras mais claras para a utilização do cartão.

Em 2007, foram gastos mais de R$ 75 milhões por meio de cartões corporativos. Criado para ser usado em situações emergenciais, o cartão foi utilizado por Matilde em um free-shop e por assessores do Ministério do Trabalho para consertar um relógio em uma joalheria.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) iniciou nessa segunda-feira os contatos para a instalação de uma CPI para investigar esses gastos.

Secretaria nega “desvio ético”

O secretário-adjunto da Secretaria de Igualdade Racial, Martvs das Chagas, afirmou que “não houve nenhum tipo de desvio da conduta ética” da ministra Matilde Ribeiro.

Segundo Martvs, os gastos aconteceram no exercício da função da ministra. Os valores agora devem passar por análise da Secretaria e do governo para que se avalie se houve excessos ou não, segundo o secretário.

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