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Mantida condenação de policial que matou adolescente na Bahia

Mantida condenação de policial que matou adolescente na Bahia

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) manteve decisão que condena um policial rodoviário federal pelo homicídio de uma adolescente na Bahia.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) manteve decisão que condena um policial rodoviário federal pelo homicídio de uma adolescente na Bahia. O crime ocorreu em julho de 2002 durante uma blitz e causou comoção pública na época. Um mês depois, a Procuradoria da República na Bahia denunciou o policial José Juarez Tenório, que foi condenado pelo Tribunal do Júri Federal. Mas ele recorreu ao TRF-1 que, a pedido da Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1), manteve a condenação.

A adolescente assassinada, Verena de Queiroz Carvalho, tinha 16 anos e viajava de Salvador para Feira de Santana. No carro estavam também a irmã de Verena com o namorado, condutor e proprietário do veículo. Na cidade de Amélia Rodrigues, próxima a Feira de Santana, os policias abordaram o carro para verificar um suposto roubo de automóvel. Uma sucessão de erros dos policiais levaram à morte da adolescente com um tiro na nuca, disparado pelo patrulheiro Tenório.

Em 2005, o policial foi condenado a nove anos e quatro meses de reclusão em regime fechado. Além disso, foi expulso do quadro da Polícia Rodoviária Federal. A defesa recorreu e alegou que o homicídio não foi intencional. Segundo os policiais, eles receberam informações de que um veículo com as mesmas características daquele onde estava Verena tinha sido roubado. Mas, segundo o procurador regional da República Elton Ghersel, é provável que a denúncia de roubo “não tenha passado de uma estória convenientemente acrescentada para tentar justificar a magnitude da desastrosa operação que resultou na morte da vítima”. Ele explicou que não há qualquer indício de roubo ou furto de veículo no dia e local indicados pelo acusados.

No último dia 15, o TRF-1 manteve a condenação de Tenório. Para a procuradora da República Auristela Reis, uma das autoras da denúncia, “a condenação é uma vitória contundente da atuação conjunta do MPF em várias instâncias.”

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