Um único servidor da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo sacou R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo, com um cartão de pagamentos semelhante aos cartões corporativos usados pelos altos funcionários da União e que vêm provocando uma sucessão de constrangimentos ao governo Lula. O nome desse personagem ainda não foi divulgado, mas ele tornou-se peça-chave para a liderança do PT na Assembléia Legislativa paulista, que propõe a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a administração do tucano José Serra.
Segundo o líder do PT na Assembléia, Simão Pedro, o funcionário da Secretaria de Saúde fez 10 retiradas em espécie, cada uma delas no valor de R$ 250 mil. Como os saques em dinheiro são difíceis de controlar — a comprovação da transação se dá mediante a apresentação de notas fiscais —, esse caso específico é considerado suspeito. Para o deputado petista, a eliminação de qualquer suspeita referente aos gastos elevados somente serão sanadas diante de uma justificativa convincente apresentada pelo órgão, fato que até o momento não aconteceu.