Rio – A Justiça do Trabalho abastece todo ano os cofres da Previdência com R$ 1 bilhão, em média, resultante do pagamento de contribuições previdenciárias pelas empresas em nome de 1 milhão de trabalhadores. São ex-empregados que foram à Justiça reivindicar reconhecimento do vínculo empregatício e verbas salariais não honradas pelos ex-patrões.
Mas os dados referentes a essa legião de beneficiados com o reconhecimento do tempo de contribuição ou de remunerações maiores não aparecem no cadastro oficial do INSS. Por isso, eles não conseguem contar esse período de contribuição para se aposentar ou receber benefício maior.
Isso ocorre porque o dinheiro é repassado aos cofres públicos sem identificação do segurado, autor da reclamação trabalhista, que gerou o pagamento. Na prática, o Judiciário virou um mero instrumento de arrecadar tributos para o governo federal, sem que os trabalhadores que movem as ações sejam beneficiados.