A Justiça de Ribeirão Preto, a 314 km de São Paulo, negou nesta sexta-feira (15) o pedido de prisão preventiva do estudante de 19 anos que é acusado de atropelar o frentista Carlos Alaetes Pereira Silva, de 37 anos, na última segunda-feira (11). Silva está internado em estado grave, com queimaduras e traumatismo craniano, na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC) da cidade.
O delegado do 4º Distrito Policial (DP), Luís Geraldo Dias, havia pedido a prisão preventiva do estudante, já que existe a suspeita de que o jovem dirigia embriagado e sob efeito de lança-perfume. De seis frascos do entorpecente encontrados no veículo, um estava vazio. O jovem responderá a inquérito por tentativa de homicídio com dolo eventual, tráfico de drogas e por colocar várias pessoas em risco de morte.
Ele estaria comemorando a aprovação em um vestibular de direito. O jovem dirigia em alta velocidade quando perdeu o controle da direção e atravessou o canteiro de uma avenida movimentada. O carro invadiu o posto, atingiu a vítima, e bateu contra uma bomba de combustível e outro veículo.
Socorro
Segundo testemunhas, mesmo depois do choque ele continuou acelerando para tentar fugir. O estudante foi retirado do carro à força. Houve um tumulto e por pouco ele não foi agredido. Embaixo do carro, o frentista gritava por socorro.
Um policial pediu calma. Mas só oito minutos depois do acidente é que o veículo foi retirado de cima do frentista com a ajuda de vários homens.
Inicialmente, o boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal sem intenção. A mudança do boletim aconteceu depois do depoimento das testemunhas, que confirmaram que o estudante estava embriagado e tentou fugir. O policial militar que atendeu a ocorrência também afirmou que sentiu cheiro de álcool e de lança-perfume no estudante.