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FGTS: Supremo barra recurso de quem fez acordo

FGTS: Supremo barra recurso de quem fez acordo

Trabalhadores que assinaram com o governo federal aquele que ficou conhecido como "o maior acordo do mundo", para receber correção do FGTS referente aos planos Verão (1989) e Collor 1 (1990), não poderão mais ter recursos analisados pela mais alta Corte da Justiça. Muitas pessoas questionam nos tribunais de todo o País o pagamento da diferença relativa ao deságio, mas não vão ganhar.

Trabalhadores que assinaram com o governo federal aquele que ficou conhecido como “o maior acordo do mundo”, para receber correção do FGTS referente aos planos Verão (1989) e Collor 1 (1990), não poderão mais ter recursos analisados pela mais alta Corte da Justiça. Muitas pessoas questionam nos tribunais de todo o País o pagamento da diferença relativa ao deságio, mas não vão ganhar. Se abriram mão, vão arcar com a decisão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aplicou ontem a regra conhecida como “Repercussão Geral a Recurso Extraordinário”, que trata da validade do acordo para recebimento de FGTS. O entendimento está na Súmula Vinculante nº 1 e desobriga a Caixa Econômica Federal de pagar, judicialmente, correções relativas a planos econômicos sobre o FGTS nos casos em que o banco já havia fechado acordo prévio com o trabalhador.

“Com a decisão desta tarde (ontem), todos os recursos extraordinários que tratam do tema e que tenham decisão contrária àquela já fixada pelo STF não chegarão mais à Corte”, informa nota. Os processos que já chegarem ao Supremo serão devolvidos ao tribunal de origem para que a decisão seja retratada.

O STF não divulgou a quantidade de recursos recebidos, mas garantiu que são numerosos. “É um desses processos nos quais nós temos acúmulos”, explicou o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, ao justificar a proposta de que a repercussão geral fosse aplicada ao caso, que foi levado ao Plenário da Corte.

Pelo menos 32 milhões de trabalhadores dos 39 milhões que tinham direito assinaram o acordo com o governo. A União teve que desembolsar no pagamento quase R$ 40 bilhões.

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