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Justiça paraguaia livra Oviedo de processo no caso do assassinato do vice

Justiça paraguaia livra Oviedo de processo no caso do assassinato do vice

Uma corte de apelações do Paraguai livrou nesta quinta-feira (7) o general aposentado Lino Oviedo de um processo pelo assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, o crime político mais grave da história recente do país, ocorrido há pouco mais de dez anos. Oviedo, ex-candidato à Presidência, foi acusado de encomendar o assassinato de seu então rival político, um membro do Partido Colorado morto a tiros em um ataque ocorrido a céu aberto, em março de 1999.

Uma corte de apelações do Paraguai livrou nesta quinta-feira (7) o general aposentado Lino Oviedo de um processo pelo assassinato do vice-presidente Luis María Argaña, o crime político mais grave da história recente do país, ocorrido há pouco mais de dez anos.

Oviedo, ex-candidato à Presidência, foi acusado de encomendar o assassinato de seu então rival político, um membro do Partido Colorado morto a tiros em um ataque ocorrido a céu aberto, em março de 1999.

O assassinato de Argaña desencadeou a pior revolta popular do Paraguai desde sua abertura política, provocando a renúncia do então presidente, Raúl Cubas, um aliado de Oviedo que ficou apenas sete meses no poder.

Oviedo se exilou na Argentina, enquanto seu aliado político, o ex-presidente Raúl Cubas, afastado do poder por seu suposto envolvimento no assassinato, foi para o Brasil.

Oviedo retornou e se entregou à justiça em junho de 2004, sendo mantido detido na prisão militar de Viñas Cue até 6 de setembro passado.

Um membro do Judiciário disse que o general aposentado teve seu nome retirado do processo por homicídio doloso em primeiro grau. A decisão do tribunal de segunda instância, no entanto, ainda pode ser revista pela Corte Suprema de Justiça.

O processo contra Oviedo pelo assassinato de uma autoridade era o último a que o ex-chefe do Exército estava sujeito. Meses atrás, a Corte Suprema anulou uma pena de dez anos de prisão por tentativa de golpe de Estado praticada em 1996. Pouco antes, em menos de um ano, a Justiça o havia desvinculado de outros dois processos.

Os familiares de Argana prometeram apelar da decisão diante da principal corte paraguaia.

O advogado de defesa de Oviedo, José López Cháves, afirmou que “não existe nenhum tipo de elemento probatório que o vincule de forma direta ou indireta ao fato investigado”.

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